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        <title>Análise de alguns indicadores demográficos</title>
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      <div>16 — 
Nos mesmos Mapas 1, colunas (5) e (6), figuram respectivamente os valores das 
taxas de sobrevivência da Tábua de Mortalidade 1939-42 e a estimativa que se obteria 
por aplicação destas taxas aos nascimentos referidos na coluna (2) do mesmo Mapa [. 
Como a Tábua traduz uma lei de sobrevivência recente, relativamente ao censo, 
os efectivos calculados afastar-se-ão dos do censo tanto mais quanto mais avançada for 
a idade, o que bem se vê nos Gráficos II, onde também figura a estimativa obtida à custa 
das taxas ajustadas [coluna (4) dos Mapas 1]. 
Notemos ainda que, por este método, obtivemos para a taxa de sobrevivência aos 
40 anos (sexo masculino), em 1940, o valor 0,471; que o valor dado pelas Tábuas de 
Mortalidade 1939-42 é 0,661 e que o obtido da lei de sobrevivência construído para 
essa geração (Vide «Tábuas de Mortalidade, sua Interpretação, e suas Limitações) 
é 0,462. 
Conseguimos deste modo a construção do padrão que designamos por L' e esta- 
mos portanto em condições de calcular os índices de preferência da população com as 
limitações que as estatísticas impõem. Assim temos: 
L'o= Li A+ L'3+ Dao 
Lh=LyY+LH+L'n 
L'g == L'% + L's+ Las 
Obtêm-se assim os valores (Vide Mapa ID) 
1º==0,05589 (HH) 1 = 0,08302 (M) 
para índice de preferência, contra os valores 
[== 0.07642 (H) 1==0,09154 (M) 
calculados pelo método usual. 
As estimativas obtidas para as idades de 20 a 49 produzem o total de 1.460.107 (H) 
e 1.625.820 (M) contra 1.474.804 (H) e 1.614.869 (M). Não procuramos ajustar estes 
totais ou rectificar as taxas ajustadas de modo a haver coincidência de totais porque isso 
não influi nos valores de r. e porque, se o fizéssemos, equivalia a admitir um erro no 
registo de nascimentos e pode bem ser que a diferença encontrada resulte da emigração.</div>
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