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Os indices deste tipo que por vezes se usam em demografia são da forma «rela-
tivos simples» e, se é verdade que facilitam a comparação com a época base, pouca
utilidade têm para comparar situações intermédias.

Por esta razão se preferiu a palavra «indicadores» para designar as medidas refe-
ridas em vez de «indices».

A par dos indicadores definidos outros se usam também para caracterizar uma
situação demográfica, tais como a idade média à morte, ao casamento, ou da população,
duração média da vida ou do casamento, número médio de filhos por casamento, etc,
que não definimos pela clareza das expressões por que se designam.

O aprofundamento da análise da mortalidade conduz à determinação das proba-
bilidades anuais de morte por idades cujo conjunto forma as Tábuas de Mortalidade.
Por probabilidade anual de morte à idade x, qx entende-se a probabilidade que um
indivíduo de idade x, exactamente, tem de não atingir a idade x+- 7. Toma-se como
medida desta probabilidade a frequência com que o acontecimento ocorre numa popula-
ção 'suficientemente numerosa para que se verifique a lei dos grandes números. Mesmo
assim a sua medição não é fácil e a construção de tábuas de mortalidade mais difícil se
torna se as tomarmos como traduzindo situações por que um grupo de indivíduos vai
sucessivamente passando à medida que envelhece, pois que o próprio envelhecimento
desactualiza a tábua calculada.