definida pela equação (4). Esta determinação pode fazer-se por vários métodos. O que
primeiro ocorre ao espírito é o de procurar pelo método dos mínimos quadrados a recta
que melhor se ajusta aos valores observados para D (n); é contudo um pouco moroso e,
por isso e porque os valores observados se apresentam de facto com pequeno desvio da
linha recta, é suficiente usar métodos apróximados. Assim Bourgeois-Pichat usa o
método seguinte :

Cálcula os valores de D (n) á custa das estatísticas do movimento demográfico e
forma as diferenças.
D (nn) — D (njj=—= E (1) [kh (nº) - k (n)]

donde deduz, para cada par de valores ns, n,, um valor para E (1). Estes valores deve-
riam teóricamente ser iguais mas práticamente diferem, pelo que se toma como valor
de E (1) a média dos valores observados
2 E; (1)
EN=—"—

onde N é o número de pares n5& n;

No documento E/C N. a/L. 15 o cálculo é feito com base nos mesmos elementos
estatísticos. determinando-se em vez dos valores de D (n) os de
D (365) — D (n) = E (1) [k (365) — E (1)|= E (VD [1 — Rk (n)]|

tomando como valor final de E (1) a média dos valores achados para cada valor de n.
Calculadas as taxas de mortalidade D (n) a partir das estatísticas existentes
(Mapas 1, IT e II; A, B e C) determinaram-se as taxas exógenas e endógenas pelo
método de Burgeois-Pichat (Mapa IV; A, B e C) e pelo ajustamento de rectas pelo
método dos mínimos quadrados (Mapa V; A, Be C). Fez-se a análise por sexos e em
conjunto excepto para 1941 em que só foi possível a análise em conjunto; e no
cálculo das taxas de mortalidade observadas usaram-se os factores de separação por
verificar que a sua não consideração trazia alterações apreciáveis para as taxas.

A par da análise pelo método biométrico fez-se a título experimental uma análise
usando as estatísticas da mortalidade, para o que se tomou como causa endógena a 38
— «Debilidade congénita, vícios de conformação congénita, nascimento prematuro, etc.»
e as restantes como causas exógenas (Mapa VI, VIT e VIID.

Note-se desde já que as taxas calculadas devem estar erradas por defeito pois
que muitos nados-vivos de vida curta são registados como nados-mortos pelo que este erro
incide principalmente no cálculo das taxas devidas à causa 38, pois que se manifesta
muito mais notàvelmente no numerador do que no denominador.

Esta causa de êrro actua da mesma forma no método biométrico. produzindo uma
translação da recta (4) cuja amplitude na direcção OY é aproximadamente igual ao
&rro por excesso da taxa de nado-mortalidade. Poderia obviar-se a este inconveniente
calculando taxas de mortalidade infantil não em relação aos nados-vivos mas em relação
ao total dos nascimentos. Um tal procedimento levaria à determinação da mortalidade
exógena e da mortalidade perinatal em vez da endógena. A sub-divisão da perinatal em
mortalidade endógena e nado-mortalidade ficaria dependente da exactidão das estatísti-
cas de nados-mortos. Evidentemente este procedimento equivale a calcular o parâmetro a