subdividi-lo em sub-agregados homogéneos, possibilidade esta apenas teórica. Concreti-
zando, ao dizermos que a probabilidade de morte com a idade x na População de
Lisboa é q, incluimos nesta população ou agregado indivíduos doentes e indivíduos sãos
e É evidente que para aqueles a probabilidade de morte é maior. Não podemos aplicar
qx a qualquer agregado desta população por exemplo aos internados nos hospitais.
Apenas o poderemos fazer para sub-agregados tais que seja lícito supor que a percen-
tagem de doentes e sãos é a mesma que no agregado.

Mais correctamente poderiamos definir a probabilidade de morte como sendo a
probabilidade de que escolhendo ao acaso um indivíduo de idade x do agregado, ele
seja um dos que morrém antes de atingir a idade x 7.

Na construção da Tábua da Mortalidade é costume tratar separadamente os dois
sexos dando-se assim um passo no sentido de eliminação de diferentes comportamentos
dos elementos do grupo. Outros ficam ainda e não menos importantes como o estado
de saúde já referido, o nível económico, a profissão e o habitat, a que se não pode
atender já por falta de observações já porque com estas subdivisões se rarefariam os
grupos a ponto de diminuir muito a confiança nos resultados.

Estas considerações foram feitas no sentido de mostrar que embora a idade seja
o atributo a que se refere q, não é ele o único e por vezes não será mesmo o mais
importante, de modo que as relações entre as probabilidades de morte referentes às
idades x e x+ 7 não ficam bem definidas: o que é verdade para o indivíduo são, por
exemplo

Fx +x1” d+

pode não sê-lo para o agregado, tanto mais que nas Tábuas da Mortalidade figuram
valores de q, referentes aos indivíduos que nessa data tem a idade x e não refentes ao
mesmo grupo nas épocas em que vai passando por sucessivos valores de x. Por outras
palavras, as Tábuas de Mortalidade são a transcrição da situação actual de várias gera-
ções e não das situações por que vai passando uma geração com o decorrer do tempo.
É claro que em qualquer hipótese os valores de q, que nela figuram são probabilidades
de morte tais como foram definidas mas a sua utilização é diferente. Assim, se por
qualquer razão tiver havido uma geração normal seguida duma defeituosa, a relação
entre os valores de qx € qx—1 que lhe correspondem numa Tábua de Mortalidade
construída à custa das observações do ano dará valores tais que

Ar <X<Gx—|
ao passo que as Tábuas referentes às duas gerações separadamente darão (a partir de
certa idade)

Tx > Io]

Daqui resulta que nas Tábuas usuais a sucessão de valores /., não deve ser
tomada como uma lei de sobrevivência da população a que se refere mas apenas como
uma lei dei sobrevivência hipotética sem sentido real e, portanto, sem aplicabilidade
prática. Fica-lhe apenas o valor de comparação entre épocas ou entre regiões geográficas.

E certo que a evolução da mortalidade se não faz bruscamente, isto é, que de um
ano ao outro os valores determinados para q, não deverão variar muito por efeito de
progressos técnicos. Mas não são apenas estes que determinam essas variações: a com-