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        <title>Análise de alguns indicadores demográficos</title>
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        <pb n="1" />
        P O R T U G A L
INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA

« Estudos ”*'
N.º 22

Análise de alguns Indicadores

*» Demográficos x x* »

LISBOA — TiroaraFiaá PortTuGUESA, LDA. — 1953
        <pb n="2" />
        14 gs

NOTA INTRODUTÓRIA

Neste «Estudo» continua o Instituto Nacional de Estatística a apresentar alguns
dos trabalhos que, no campo demográfico, aqui se vão efectuando.
Os trabalhos que o compõem devem-se ao técnico estatístico Dr. Joaquim José
Paes Moraes.
O presente «Estudo», embora trate também de problemas demográficos, deve
ser encarado não como a continuação dos «Estudos» n.º 12 e 18 mas como um seu
complemento. Por este motivo, o seu titulo é diferente. Contudo, e com excepção do
primeiro trabalho, de caracter geral, os trabalhos que compõem este «Estudo» também
apresentam aplicações da respectiva matéria à população portuguesa. Crê-se que, desta
forma, o seu interesse aumenta.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA, Novembro de 1952.

— 3, JUN. 1953
T 53/3171

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        I-INDICADORES DEMOGRÁFICOS

Os fenómenos que o demógrafo, como o economista, analisa, apresentam-se por
vezes com extrema complexidade resultante quer do fenómeno em si quer da dificuldade
em isolá-lo ou em isolar as suas consequências, elementos que na maior parte dos casos
são os únicos de que se dispõe quer para verificar hipóteses, quer para medir a intensidade
 das causas, quer para orientar o combate a situações não desejadas.
Estas complexidade e dificuldade de isolamento são realidades que nunca se devem
ignorar e de facto se não ignoram quando se procura sintetizar por meio de indicadores
os fenómenos em estudo. Estes indicadores, quase sempre designados por índices e
taxas, não iludem o técnico que se dá conta do que se perde em rigor pelo que se ganha
em facilidade de apreensão. Têm, contudo, o inconveniente de se designarem em geral
por nomes que muitas vezes levam os menos prevenidos a querer usá-los para inferências
 a que se não prestam porque para isso não foram construídos.
Por outras palavras, um índice ou uma taxa tem a sua utilidade, mas para que
tal utilidade não seja interpretada errôneamente torna-se necessário juntar ao número
que os representa uma soma de esclarecimentos que, para serem completos, faria percorrer
 em sentido inverso o caminho que, partindo da complexidade do fenómeno, tinha
zonduzido a esse indicador. |
Não se deve contudo daqui inferir da inutilidade dos indicadores, mas que um
indicador só por si diz pouco ou pode mesmo induzir em erro. Daqui a necessidade de:
1.º estabelecer normas de modo que um indicador com determinado nome resulte sempre
da aplicação dos mesmos métodos de cálculo; 2.º que a interpretação desses indicadores
nunca se faça isoladamente. Deste modo uma situação, demográfica, económica ou outra
será definida não por um só indicador mas por vários indicadores. Aumentar o número
deles fará aumentar o rigor da análise ao mesmo tempo que dificultá-la porque aumentando
 o número de variáveis aumenta a complexidade.
Resumindo: A complexidade de um fenómeno não desaparece com o cálculo de
indicadores. Uma análise completa exige tantos indicadores que a inferência baseada
nestes pode vir a ser tão complexa como a análise do fenómeno directamente. O cálculo
de indicadores implica a confissão de que a análise directa é impraticável ou incómoda,
“ecorrendo-se, por meio deles, à análise indirecta e parcial. É o domínio da Estatística.
Aceite esta posição não se deve pedir à Estatística uma análise completa ; por vezes,
apenas se consegue estabelecer um método que indique a marcha do fenómeno sem
        <pb n="4" />
        —— À

estabelecer o seu nível ; outras mesmo isso é difícil. Os problemas que se apresentam à
Estatística são assim as sobras dum conjunto, os actualmente insoluveis ou por deficiência
 de métodos técnicos ou pelo volume do trabalho que tais métodos exigem.
Honestamente, a Estatística faz o que pode mas não se deve pensar que resolva os
problemas duma forma cabal.
A popularidade de indices e taxas é incontestável. Parece conveniente chamar
para elas a atenção e esclarecer a sua utilidade. Esta é a nossa intenção no campo demográfico,
 e que procuramos atingir com as definições que se seguem:

[,

Taxa de Natalidade global:

Definida como o total dos nascimentos verificados num ano referidos
à população média, do mesmo ano.

Esta taxa, porque inclui no denominador a população total, mede globalmente
uma capacidade desta população e implicitamente dá conta de todos os factores que
influem na produção de nascimentos seja qual for a sua natureza mas não se presta
naturalmente a orientar no sentido de alterar essa produção ; é apenas um indicador de
nível, incapaz de mostrar porquê o número de nascimentos aumenta ou diminui em
relação à população. Além disso, porque mede uma situação actual, nada diz no que
respeita a previsão embora uma dada população contenha em si factores que influem,
num espaço de tempo relativamente largo, num aumento ou diminuição da própria taxa,
tais como a composição etária, a proporção de sexos, a idade ao casamento, a fertilidade,
o nível económico, etc.
Por isso se calculam a par dela outras taxas como:

2. Taxa de Natalidade da população feminina dos 15 aos 50 anos

Só difere da anterior em que os nascimentos são agora relacionados com a população
 feminina média do ano na idade de procriar.
Presta-se melhor a uma medida da fertilidade mas é ainda influênciada por factores
 económicos, pela composição etéria dentro do grupo, pelo estado matrimonial.

3. Taxa de Natalidade da população feminina casada dos 15 aos 50 anos

Semelhante à anterior. Na população agora usada, mais restrita, continua ainda
n actuar o factor etário.

4. Taxa de Fertilidade

À análise da influência da idade leva à construção de taxas por grupos etários
mais restritos, ano a ano, de 5 em 5 anos, etc., relaciodando-se agora os nascimentos
resultantes de mães dessas idades com a população feminina dos mesmos grupos etários,
o que dá origem às taxas de fertilidade específicas etárias. A população feminina que se
considera pode ser a total ou apenas as mulheres casadas, Neste último caso a taxa
        <pb n="5" />
        3

perde algo da sua característica populacional para passar a ser mais um indicador duma
caracteristica das mulheres do grupo de que as mulheres casadas são uma amostra
não casual,
Esta medida da fertilidade não é perfeita se se interpretar a fertilidade como
probabilidade de ter filhos, porquanto no grupo de mulheres casadas de determinada idade
estão incluídas aquelas que nesse período de observação (o ano) não estiveram sujeitas
ao risco já por o marido estar ausente já por estarem grávidas ou por terem tido um
filho recentemente. A medida da fertilidade assim definida implica um tratamento especial
 dos números da população.

5. Taxa de Prolificidade

Esta taxa viza a medir a produtividade dos casamentos. Naturalmente poderia
admitir-se uma taxa de prolificidade feminina e uma masculina, mas demogràficamente
interessa mais a produtividade dos casamentos que se mede pela taxa de prolificidade
ou seja o número médio de filhos por casamento considerando estes casamentos em bloco
nu separando-os de acordo com certas características como seja a idade da mulher ou
do homem ao casamento, a diferença entre as idades dos cônjuges, a duração do casamento,
 o nivel económico, etc. Quando isto não é possível procura-se medir a prolificidade
 analisando os casamentos dissolvidos de acordo com a sua duração e a idade da
mulher. Se a idade da mulher é superior a 50 anos e a duração superior a um certo
limite, digamos 15 anos, a medida obtida será mais um indicador duma característica
dos indivíduos do que prôpriamente do agregado porque considera apenas os casamentos
em que a mulher atingiu o limite do período fecundo e nele permaneceu casada pelo
menos 15 anos.
À par das taxas de fertilidade e prolificidade é costume cálcular-se a:

6. Taxa de Fecundidade como medida da possibilidade de ter filhos. Ao contrário
 da fertilidade e da prolificidade à fecundidade não interessa o número de filhos
tidos. As mulheres são divididas em dois grupos apenas, as que tiveram filhos e as que
não tiveram filhos. Mede-se a fecundidade pelo cociente entre o número das mulheres
que tiveram filhos e o número total de mulheres que atingiram os 50 anos tendo estado
sujeitas ao risco de ter filhos. Um tal grupo pode obter-se dum recenseamento ou dos
casamentos dissolvidos por morte. Neste caso o factor mortalidade influi de certo modo;
no primeiro caso estão a considerar-se mulheres de cuja infecundidade áinda não há
prova cabal. Para atenuar a influência da mortalidade pode tomar-se apenas o grupo
dos casamentos dissolvidos em que a idade da mulher é superior a 5o anos. Aperfeiçoa-se
ainda a medida se só se considerar dentre estes os que tiveram uma duração superior
a um certo número de anos:

7. Taxa de Reprodutividade

Por reprodutividade entende-se a capacidade de uma população se substituir.
Está intimamente ligada com a fertilidade, a composição etária e a mortalidade. Pode
tomar-se em referência aos dois sexos ou a cada um deles separadamente. Normalmente
as estatísticas só permitem o cálculo da reprodutividade feminina e atende só à substi-
        <pb n="6" />
        "
nn

tuição dum grupo etário (15 — 50). Reprodutividade feminina é assim a capacidade que
um dado grupo de mulheres, na idade de procriar, tem para se fazer substituir nessa
tarefa. No seu cálculo atende-se às taxas de sobrevivência e de fertilidade etárias. Um
dado grupo M de mulheres de 15 aos 50 anos produz anualmente um certo número N
de nascimentos femininos ; destas

Mis=n !"

atingem a idade 15 anos e nessa idade produzem Ni5s nascimentos, sendo

5,
N15 == Mis. fis== N. ã

onde /g e 15 são a matriz e o número de sobreviventes à idade 15 dados pela tábua de
mortalidade, e fis a taxa de fertilidade referente à idade 15. Para os 16 anos será

he 6
Ne=NT A

e assim sucessivamente até aos 50 anos

Nu =N. Fo

No total da passagem pelo período fecundo os NV nascimentos iniciais terão
produzido

50 50
N
E Nie 2 fi
t=15 ho r=15

e a taxa de reprodutividade será

50
vw

5º
S

Nota: — As noções de fecundidade e fertilidade não são aceites por todos os demografos
de acordo com as definições dadas. Alguns usam indistintamente as duas designações
 para referir o que definimos como fecundidade é uma propriedade que
a mulher ou melhor o casal possue ou não possue. Não é para a unidade estatística
 susceptível de escalonamento, ao passo que a fertilidade, igualmente
definida para a mulher ou o casal, é para esta unidade susceptível de escalonamento.
 À população a que pertencem tais grupos é caracterizada, no que
respeita a fecundidade, por um número que mede a percentagem de unidades
com a propriedade referida na população ou no conjunto de tais unidades na
população. Análogamente a fertilidade conduzirá a um valor que caracteriza a
população e que se pode comparar de certo modo às taxas de natalidade
referidas,
        <pb n="7" />
        h
F

8. Taxa de Nupcialidade

À taxa de nupcialidade procura medir o comportamento da população perante o
casamento, e cálcula-se relacionando o número de casamentos realizados no ano com a
população no meio do ano. Esta população pode ser a população total ou apenas a
população a partir duma certa idade ou compreendida entre certas idades limites. Podem
também calcular-se taxas de nupcialidade etárias por sexos relacionando o número de
casamentos em que o componente de dado sexo tem uma certa idade com a população
desse sexo e idade.
Naturalmente indivíduos de um dado sexo e idade podem casar-se com indivíduos
de várias idades do outro sexo. Interessa por vezes analizar o comportamento dos casamentos
 relativamente à diferença de idades entre os cônjuges sendo-se assim conduzido
ao estudo dum tipo de homogamia (ou endogamia), definida pela preferência que indivíduos
 de um dado agrupamento e sexo têm por indivíduos do mesmo agrupamento e de
sexo diferente. No caso referido o agrupamento é caracterizado pela idade mas a definição
 de homogamia é mais geral.
À homogamia pode ser estudada no que se refere ao grau de instrução, à situação
económica, ao estado de saúde, à raça, etc. Se a preferência de um dado agrupamento
vai para grupos diferentes diz-se que há Aheterogamia ou exogamia, referentemente ao
atributo que dá origem a esses agrupamentos.

9. Taxa de Masculinidade

Por taxa de masculinidade ou simplesmente masculinidade entende-se a proporção
dos sexos num dado agrupamento populacional. Pode assim definir-se masculinidade da
população total, masculinidade por grupos etários, masculinidade dos nascimentos, etc.
Geralmente quando não há indicação especial entende-se por masculinidade a proporção
dos sexos nos nascimentos ocorridos durante um ano.
Por vezes, em vez da proporção dos sexos, usa-se como medida da masculinidade
a proporção entre a população de um dado sexo e a população total.
O conhecimento da mortalidade permite estudar a evolução da masculinidade
dum dado grupo de nascimentos, até à sua extinção.

ro. Taxa de Letalidade

Por letalidade entende-se a força mortal de determinada causa. À taxa de letalidade
 procura medir essa força. Haverá assim tantas taxas de letalidade quantas as
causas de morte. O seu cálculo é feito relacionando o número de mortes devidas a
determinada causa com o niimero de riscos efectivos verificados quer estes sejam casos
de doença quer acidentes e, portanto, não apenas com a exposição ao risco de adoecer
ou ao de sofrer um acidente. Este último aspecto é objecto da -

11. Morbidez ou Morbilidade

Que estuda a actuação das causas que determinam alterações na saúde dos indivíduos
 de uma dada população e que se mede pela taxa de morbidez ou morbilidade
calculada, relacionando o número de casos de doença com o número de indivíduos da
        <pb n="8" />
        y

população ou com os que nessa população se encontram sujeitos ao risco de adoecer.
Como para a letalidade haverá tantas taxas quantas as causas de alteração da saúde.

ra. Taxas de Mortalidade

Por mortalidade entende-se o comportamento dum agregado perante as causas
que determinam a morte. Este comportamento é evidenciado pelo número de mortes
verificadas e medido por taxas cujo cálculo varia de caso para caso de modo a melhor
traduzir o que se procura medir.
a) — taxa da morialidade global

É o cociente entre o número de mortes verificadas num agregado e o
aúmero total de elementos do agregado.
Este agregado pode ser a população total dum país ou duma região, ou a
população dum mesmo sexo. E, contudo, mais frequente designar por taxa de
mortalidade global a que se refere à população total e por mortalidade masculina
feminina) a que se refere à população masculina (feminina).
Esta medida é influenciada por todos os factores que influem no comportamento
 da população perante as causas de morte, tais como composição etária,
astado matrimonial, situação económica. nível alimentar, recursos médicos, etc.

5) — taxas de mortalidade específicas etárias :

Procuram estas taxas pôr em evidência a influência do factor idade e calculam-se
 dividindo o número de mortes verificadas num dado grupo etário pelo
seu efectivo no meio do período a que se refere a taxa.

2) — taxas de mortalidade específicas por causas

Estas taxas evidenciam separadamente a actuação das várias causas de
morte. Tanto se podem calcular globalmente como por grupos etários. Serão
1esse último caso duplamente específicas.
O seu cálculo faz-se dividindo o número de mortes devidas a determinada
:ausa no grupo pelo seu efectivo no meio do período. |
As taxas de mortalidade específicas por causas, diferem das de letalidade
apenas no denominador e estão com elas relacionadas por meio das de morbidez.
As taxas b) e c) são por vezes calculadas usando como denominador a
população total perdendo assim parte da sua utilidade como aferidores da actua--ão
 das causas e pondo em evidência outro fenómeno que é melhor medido pelas:

1) — taxas de mortalidade proporcional

Que vizam a indicar a importância dum dado grupo de mortes no conjunto
total das mortes verificadas.
No cálculo destas taxas relaciona-se o número de mortes verificadas
aum dado grupo e devidas a uma dada causa, com o número total de mortes
verificadas no grupo total devidas ao conjunto de causas,
        <pb n="9" />
        9

e) — taxa de mortalidade maternal

E um caso particular especial de taxa de mortalidade específica por causas
e Visa a medir a actuação das causas de morte relacionadas com os partos.
No seu cálculo relacionam-se os casos de morte devidas a doenças associadas
 à gravidez com os nascimentos vivos do período observado. E especial
porque para ser uma taxa específica ordinária deveria relacionar as mortes referidas
 com o número de casos de gravidez.
Algumas vezes, quando possível, tomam-se só os casos de morte associados
 com o parto e é neste caso que a taxa merece de facto o nome de taxa de
mortalidade maternal.

") — taxa de mortalidade neonatal

Que relaciona o número de mortes com menos de um mês com o número
le nascimentos vivos do período.

3) — taxa de mortalidade infantil
Que relaciona o número de mortes com menos de um ano com o número
de nascimentos vivos do período.

h) — taxa de mortalidade de menos de 5 anos

Que relaciona o número de mortes com menos de cinco anos com a população
 de menos de cinco anos. E assim uma taxa de mortalidade especifica etária.

) — taxa de nado-mortalidade

Que relacione o número de nados-mortos com o de nados-vivos do mesmo
período E esta a maneira mais frequente de medir a nado-mortalidade mas tam-2ém
 se pode usar a relação entre os nados-mortos e o total de nascimentos, nadosvivos
 e nados-mortos.

) — taxa de mortalidade endógena e exógena

Estas taxas procuram profundar a análise da mortalidade infantil expressa
pela taxa de mortalidade infantil, separando as mortes verificadas em dois grupos,
aum as devidas a causas de origem interna de que o indivíduo é já portador à
nascença e que se podem assimilar às que produzem nados-mortos, noutro as de
origem externa devidas ao meio exterior e que são contraídas depois do nascimento,

A consideração das mortes devidas ao primeiro grupo de causas dá origem
à taxa de mortalidade endógena ; a consideração das mortes devidas ao segundo
origina a taxa de mortalidade exógena. (Vidé «Mortalidade Infantil Endógena e
Exógena»).

k) — taxa de mortalidade verínata)l

Atendendo à semelhança das causas que determinam os nados-mortos e as
mortes endógenas calcula-se uma taxa de mortalidade relacionando o total dos
        <pb n="10" />
        10

nados-mortos e das mortes devidas a causas endógenas com o total de nascimen
* ; ; entos
 (nados mortos e nados-vivos). À esta taxa dá-se o nome de taxa d ,
dade perinatal. e mortali-E3.

 Índice Vital

E o cociente entre o número de nados-vivos e o de mortes verificadas no mesmo
intervalo de tempo.

14. Hegitimidade.

E medida pelo cociente entre o número de nascimentos ilegítimos e os legítimos
ou entre aquele e o total dos nascimentos.

15. Intervalo Protogenésico

E o espaço de tempo que em média, numa dada população, decorre entre o casamento
 e o nascimento do primeiro filho.

r6. Intervalo Genésico de ordem n

E anàlogamente o espaço de tempo que em média, numa dada população, decorre
entre os nascimentos de ordem n e os de ordem nbr.

7. Indices de preferência

É sabido que sempre que se procura elaborar uma distribuição dum agregado
por idades baseada em informações directas se obtem um resultado que evidencia uma
marcada preferência por certas idades, principalmente as terminadas em zero ou cinco
e, com menos intensidade, pelos números pares. O indice de preferência visa à medição
desta preferência e baseia-se no raciocínio seguinte.
Não havendo preferências o resultado que lôgicamente se deve esperar é que um
décimo das idades declaradas termine em o, um décimo em 7, etc. De modo que se
calcularmos as percentagens de ocorrência de cada terminação, elas que seriam idealmente
 todas iguais a 0,10, não O serão na prática e tanto mais diferentes serão quanto
mais marcado for o fenómeno. Cada uma dessas percentagens é, por si só, um indicador
 duma preferência particular. Como medida do fenómeno globalmente toma-se a
soma dos valores absolutos das diferenças entre as taxas observadas e o,10. (Vidé «Indices
 de Preferência».

Os indicadores demográficos referidos apresentam-se na sua maioria sob a forma
de taxas e são em geral referidos a uma potência de 10 em vez de à unidade. Mesmo no
caso do índice vital não se trata dum índice no sentido em que geralmente a palavra é
usada; pois ele é de facto uma taxa que procura medir uma situação comparando duas
medidas de fenómenos diferentes e não comparando duas medidas dum mesmo fenómeno.
        <pb n="11" />
        11

Os indices deste tipo que por vezes se usam em demografia são da forma «relativos
 simples» e, se é verdade que facilitam a comparação com a época base, pouca
utilidade têm para comparar situações intermédias.
Por esta razão se preferiu a palavra «indicadores» para designar as medidas referidas
 em vez de «indices».
A par dos indicadores definidos outros se usam também para caracterizar uma
situação demográfica, tais como a idade média à morte, ao casamento, ou da população,
duração média da vida ou do casamento, número médio de filhos por casamento, etc,
que não definimos pela clareza das expressões por que se designam.
O aprofundamento da análise da mortalidade conduz à determinação das probabilidades
 anuais de morte por idades cujo conjunto forma as Tábuas de Mortalidade.
Por probabilidade anual de morte à idade x, qx entende-se a probabilidade que um
indivíduo de idade x, exactamente, tem de não atingir a idade x+- 7. Toma-se como
medida desta probabilidade a frequência com que o acontecimento ocorre numa população
 'suficientemente numerosa para que se verifique a lei dos grandes números. Mesmo
assim a sua medição não é fácil e a construção de tábuas de mortalidade mais difícil se
torna se as tomarmos como traduzindo situações por que um grupo de indivíduos vai
sucessivamente passando à medida que envelhece, pois que o próprio envelhecimento
desactualiza a tábua calculada.
        <pb n="12" />
        I--ÍNDICES DE PREFERÊNCIA

É sobejamente conhecido que toda a classificação por idades baseada em informações
 directas vem afectada de um erro resultante da tendência dos informadores a
referirem-se a uma idade arredondada quer por ignorância quer por preferência. Tem-se
procurado medir este erro por meio dos «indices de preferência» calculados do modo
seguinte, no caso de um censo da população:

Dada a classificação das observações

Lo Ia Ls: AAA. Lo)

excluem-se as idades extremas, tomando apenas os valores

Tr
er

SS

L

é formam-se as somas

Lx + Lx + Lao —
Lan +Lu+La-22
 + Lag + Lag +

aaa. + Log==[L,
Va eetoa + La=L
-.. + Log=Ls

Ly + Lw+Lay+. raso E Log=dL,y

representando L; o número de indivíduos que declararam uma idade terminada em f.
Admite-se em seguida que, se não houvesse preferência por certas terminações,
dada uma população suficientemente grande, ela se repartiria igualmente por essas
        <pb n="13" />
        terminações dando como resultado que

Fr

9
=0,10 Y LL,

t.
É =0,10
i,

km O 1,1041119

h==0,1,...1.1.., 9

Na realidade, porque há preferências, será em geral

ra 0.1)

À soma dos valores absolutos das diferenças

rx — 0,10
kh O leao,

oO

dá-se o nome de indice de preferência

9 L. 9
OD 2 oo =X | ri 010]
k--0 7 k=0

Pensamos que a hipótese de equipartição pelas várias terminações não é de
aceitar sem análise, tanto mais que nos parece ser possível uma rectificação dessa
hipótese.
Com efeito, o efectivo do grupo de idades numa população num dado momento é
fundamentalmente resultante do grupo de nascimentos de que provêm e da mortalidade
a que esse grupo ou geração esteve sujeito até atingir essa idade. Assim, só em presença
duma constância do número de nascimentos e da mortalidade, parece de aceitar a hipótese
 da equipartição. Por outras palavras, o facto de se não encontrar num censo
rp == 0,10

resulta de duas causas, uma natural, característica de facto da população, de natureza
demográfica, outra artificial resultante de ignorância ou de vícios.
Dentro desta ordem de ideas procurámos determinar o padrão com o qual devemos
 comparar os valores de r, para obtermos um verdadeiro índice de preferência.
O método consiste em procurar uma população Lº influenciada apenas pelos
nascimentos e pela mortalidade, e cujos efectivos etários designaremos por

Do
LP
1"
: LL

Tm)
        <pb n="14" />
        — 15 —

em determinar para ela os valores

| =r,

áa +

e obter o indice de preferência pela soma

É

Sri ru]

O probema base é pois a determinação da população L'. As limitações na sua
determinação reflectir-se-ão em limitações à aplicação do método.
Se, dados os nascimentos nos anos to fi .... td, os multiplicarmos pelas probabilidades
 de sobrevivência às idades n, N— 1, «... HN—n=o0, obteremos o número de
indivíduos que no ano to +-n têm essas idades. À idade n fica dependente da existência
de estatísticas de nascimentos. No nosso caso não poderemos ir além de 1890 e, portanto,
porque o último censo de que dispomos é o de 1940, 1 não poderá ser superior a 5o
anos. No que respeita às taxas de sobrevivência não podemos pensar em usar tábuas
de mortalidade, já porque o seu cálculo seria excessivamente laborioso, se possível, já
porque o que interessa é de facto a lei de sobrevivência a que cada uma daquelas gerações
 esteve sujeita; melhor, de cada tábua interessa apenas a taxa por ela indicada
para uma dada idade entre o e n. Com o objectivo de ter uma estimativa destas taxas
procedemos do seguinte modo: Dividimos os efectivos ao censo de 1940 com as
idades x de o até 50 [coluna (1) dos Mapas 1] pelo número de nascimentos registados
no ano de 1940 — x [coluna (2) dos Mapas 1] e obtivemos taxas que se não houvesse
emigração e se a declaração de idade ao censo fosse exacta, seriam as taxas de sobrevivência
 para cada uma dessas idades resultantes da lei da mortalidade a que a geração
esteve sujeita desde o nascimento até à idade x [coluna (3) dos Mapas 1]. Estas taxas
foram representadas nos gráficos I e deles se vê que, como é de esperar decrescem
à medida que a idade aumenta e que esse decréscimo é nitidamente rectilínio. Por isso,
admitindo que as oscilações apresentadas traduzem os resultados da emigração e dos
erros de declaração de idade, ajustámos uma recta gráficamente e tomámos as suas
ordenadas como as estimativas procuradas das taxas de sobrevivência [coluna (4) dos
Mapas 1]. Obtidas estas taxas, a sua multiplicação pelos nascimentos permite reconstruir
 os efectivos [coluna (7) dos Mapas I] tal com deveriam apresentar-se se aqueles
erros não afectassem os valores obtidos no censo.
Notemos de passagem que ao calcular estes valores devemos ter presente que:

1,º— O registo de nascimentos está errado por defeito;
2.º—os efectivos ao censo estão influenciados pelos dois factores referidos:
emigração e falsas declarações.

Deste modo as taxas calculadas estarão, para as idades baixas onde a emigração
pouco influe, erradas por excesso. Com o aumento da idade sobrepõem-se os dois erros
dando-se uma compensação que, com a acumulação dos efeitos da emigração, levará o
erro a ser por defeito, sendo possível que mais tarde ainda ele volte a diminuir como
resultado do retorno dos emigrantes.
        <pb n="15" />
        16 —

Nos mesmos Mapas 1, colunas (5) e (6), figuram respectivamente os valores das
taxas de sobrevivência da Tábua de Mortalidade 1939-42 e a estimativa que se obteria
por aplicação destas taxas aos nascimentos referidos na coluna (2) do mesmo Mapa [.
Como a Tábua traduz uma lei de sobrevivência recente, relativamente ao censo,
os efectivos calculados afastar-se-ão dos do censo tanto mais quanto mais avançada for
a idade, o que bem se vê nos Gráficos II, onde também figura a estimativa obtida à custa
das taxas ajustadas [coluna (4) dos Mapas 1].
Notemos ainda que, por este método, obtivemos para a taxa de sobrevivência aos
40 anos (sexo masculino), em 1940, o valor 0,471; que o valor dado pelas Tábuas de
Mortalidade 1939-42 é 0,661 e que o obtido da lei de sobrevivência construído para
essa geração (Vide «Tábuas de Mortalidade, sua Interpretação, e suas Limitações)
é 0,462.
Conseguimos deste modo a construção do padrão que designamos por L' e estamos
 portanto em condições de calcular os índices de preferência da população com as
limitações que as estatísticas impõem. Assim temos:

L'o= Li A+ L'3+ Dao
Lh=LyY+LH+L'n

L'g == L'% + L's+ Las

Obtêm-se assim os valores (Vide Mapa ID)
1º==0,05589 (HH) 1 = 0,08302 (M)

para índice de preferência, contra os valores

[== 0.07642 (H) 1==0,09154 (M)

calculados pelo método usual.
As estimativas obtidas para as idades de 20 a 49 produzem o total de 1.460.107 (H)
e 1.625.820 (M) contra 1.474.804 (H) e 1.614.869 (M). Não procuramos ajustar estes
totais ou rectificar as taxas ajustadas de modo a haver coincidência de totais porque isso
não influi nos valores de r. e porque, se o fizéssemos, equivalia a admitir um erro no
registo de nascimentos e pode bem ser que a diferença encontrada resulte da emigração.
        <pb n="16" />
        17

MAPA I- À

Cálculo das Taxas de Sobrevivência e População L'

SEXO MASCULINO

[Mara

Desa
lume

3; s0.++
04 0a.
laço sa
1
Sesict:
Pas
aaa
“cu aooã
E o Ao E a
Dama
DL.
deco
Persa:
Mi be
EC
Vieiras:
36...
Vocais es
Ricca
Bolo.
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Sa sa a
Mo Feea
5...
We com eos
Teca
48...
49, 1202
SOU e ee

Censo

82.149
79.969
87.169
90.275
85.456
89.291
86.785
36.415
34.055
30.214
38.249
76.283
84,682
77.353
81.777
30.616
76.923
75.008
76.551
63.990
69.524
62.733
58.039
62.847
61.686
64.019
60.518
39.267
52,562
51.091
57.099
16.439
54.829
51.287
17.363
31.023
17.100
H.11)
16.930
11.000
53.282
31.458
39.872
34.960
34.923
39.503
33.469
32.229
36.392
29.249
10,499

Nascimentos

os

97.147
102.229
102.968
101.637
105.577
104.771
104.759
104.940
107.123
105.150
103.928
103.215
108.150
104.192
111.360
106.801
106.350
106.375
105.063
101.007
103.984
85.332
92.063
96.786
98.819
00.181
96.964
99.258
106.212
117.656
96.845
89,860
90.550
91.895
91.669
93.898
91.639
94.681
90.968
88.289
85.274
82,719
82.137
32.524
31.316
80.787
79.393
81.654
82.197
83.863
34,472

(1)
Taxas ——
(D

(3)

0,84562
80106
84661
88822
BO9BO
85225
82844
32338
78465
76286
84915
73907
78301
74241
73436
75483
72349
70512
72866
63352
66862
73513
63042
64934
62423
63903
52042
59710
58903
3424
59284
51679
60551
55811
50030
“4339
51397
16589
51590
16438
62483
38030
18543
12363
12947
18898
42156
38071
44274
34877
17044

Taxas
Ajustadas


4)

1 0,871
861
261
PA
1
Â

7
7
Proa

E
61
62!
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8]
201
-n

P

"
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"e
21
n
"
501
197
1.

171
46]
ae
y
Ri
121
1
101
391
381
7H

L
—* da Tábua
&amp;amp; o |
1939-492

(5)

0,90304
83272
80593
79341
78611
78128
77792
77537
77319
77143
76980
76822
76661
76491
16304
76098
75869
75616
75332
75015
74674
74317
73949
73580
73213
72845
72178
72094
71706
71308
70900
70180
70049
69606
69151
68684
68201
67703
67188
66656
66104
65532
61939
64326
63695
63040
62360
61655
60926
60175
59397

Estimativa
de L'
(5) &amp;gt;&amp;lt; (9)

(6)

87.728
85.128
82.985
80.640
82.995
81.855
81.494
81.367
82.826
81.116
80.004
79.292
32.909
79.698
84.972
31.273
80.687
80.437
79.146
75.770
77.649
63.416
58.080
711.215
72.348
72.977
70.278
71.559
76.160
83.898
68.663
63.333
63.429
63.964
65.465
64.493
62.499
64.102
61.120
58.850
36.370
34.207
53.339
3.084
51.794
50.928
49.509
52.193
50.068
50.465
50.174

Estimativa
de L'
(4) &amp;gt;&amp;lt; (2)

(7)

84,615
88.019
87.626
85.477
87.734
86.017
84.960
84.057
84.734
82.122
80.128
78.547
81.221
77.206
81,404
77.004
75.615
74.569
72.599
68.786
69.773
56.404
59.933
62.040
62.355
62.212
59,245
39.654
62.771
68.358
55,298
30.411
49.893
19.715
50.269
18.921
16.828
17.435
44.665
12.467
10.164
38.133
37.044
36.393
35.047
34.011
32.631
33.946
32,139
31.952
31.339
        <pb n="17" />
        MAPA |I-B

Cálculo das Taxas de Sobrevivência e População L'

SEXO FEMININO

ad.

J .

2. '
ML
Lica
D E SN
seas
Bol
Toa
Wo.
Asilo
Bia
Mola
io
Fora HC.
%
Me
2, .
Mola
Boa
Belo
PPA
Do

a.
,

Censo

%

75.607
76.793
33.059
35,840
33.272
34.472
82.447
3.554
81.792
76.696
32.527
73.445
33.211
76.545
79,284
77.998
79.052
74.784
78.584
64.976
75.236
53.244
51.195
52.966
63.212
66.810
63.222
62.323
66.54]
52.533
713.426
17.425
9.154
16.987
52.627
59.798
54.905
50.770
55.123
45.140
63.277
34.472
17.217
11.655
11.272
16.452
39.389
38.005
15.502
34.991
4.223

Nascimentos

P”

90.745
96.659
96.499
96.490
100.038
99,172
98.399
99.375
100.939
98.970
98.601
97.659
103.155
98.801
105.461
101.633
191.090
100.797
98.664
96.015
98.924
89.830
86.624
91.605
93.961
95.044
91.515
94.648
101.658
[12,377
90.108
81.893
81.718
84.522
88.251
85.848
35.087
38.457
35.061
32.484
79.971
77.850
78.787
78.447
76.230
75.618
14.578
79.487
77.008
78.188
0.155

. (1)
Taxas ——
(2)

(3)

0,83318
79447
86072
388963
33240
35177
33788
84079
81031
77494
83698
15206
80666
77474
75179
76745
78200
74193
79648
67673
76054
65871
70644
68736
67275
70294
69084
65847
65456
46747
81487
55864
69825
67423
59633
9656
64528
57395
64804
54726
79125
14280
59930
53100
54141
61430
52816
47813
59087
44752
67648

Taxas
Ajustadas


ll tv

| 0,862
856
849
842
R35
828
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532
526
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= da Tábua
lo
19309.495

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0,91292
84689
82005
80763
80052
79589
79253
78998
78788
78603
78431
78264
78095
77915
17716
77498
77261
77006
76733
76444
76140
75822
75493
75158
74819
714478
74136
73792
73448
73107
72767
72427
72086
71741
71390
71033
70670
70301
$9926
69543
69153
692356
68350
67938
67519
67091
66652
66199
65730
65195
64738

Estimativa
de Lº
(5) &amp;gt;&amp;lt; (2)

(6)

82.843
81.860
79.134
77.928
80.082
78.930
77.984
78.504
79.528
77,793
77.334
76.432
80.559
76.981
81.960
78.764
78.103
77.620
75.708
73.398
75.321
61.287
85.395
68.848
70.301
70.787
67.816
69.843
74.666
82.155
65.569
61.485
61.070
60.637
63.002
60.980
60.131
62.186
59.480
57.362
55.302
53.916
53.851
53.295
31.470
530.733
19.708
52.620
50.617
50.975
31.883

Estimativa
de L'
(4) &amp;lt;()

(7)

78.222
82.740
81.928
81.245
83.532
82.114
80.786
80.891
81.458
79.275
78.289
76.858
80.461
76.373
80.783
77.139
76.020
75,195
72.913
70,283
71.720
58.036
61.590
64.490
65,491
65.675
62.596
64.077
68.111
74.506
59.111
55.096
54.389
53.756
55.510
“3.397
52,329
53.782
51.122
18.995
16.943
15.231
15.224
14.479
12.689
41.817
40.720
42.843
40,968
41.127
41.600
        <pb n="18" />
        MAPA ;J

Cálculo dos índices de preferência 1 e [E

DÍGITO
TERMINAL

ore a
A seas
de

0.

a.

5

6

7

&amp;amp;

9g..,.

TOTAIS. .

EFECTIVOS

TAXAS

Sexo masculino

Sexo feminino

Sexo masculino

Sexo feminino

Estimativa
voluna (7)
Mava 1-À

Censo
Coluna (1)
Mapa 1-A

Estimativa Censo , Esti-Coluna
 (7) | Coluna (1) * Mativa
Mapa IB Mapal-B| ry, |

Censo
Fr

Esti-:
 Censo
— mativa | ,
rg |, r, | Tg |!

165.235 189.905
144.948 140.630
146.870 152.740
148.148 149.094 |
147.671 143.972
145.144 154.545
138.704 | 141.087 |
141.035 135.607 |
[39.575 145.884

177.774 |
158.363
161.203
162.725
163.690 |
160.889
155.645
160.702
160.201
164.628

211.939 [0,11316]0,12877
135.141 | 9927' — 9536
167.566 10058 ' 10357!
161.608 | j0l46 10109!
157.111 10113 9762'
173.060 | 9944 10479
157.515 ! 9503 9567
151.068 ! 9659 —o19s
167.166 | 9559 — 9892
132.664 9778 | 82998 -

0,01561
391
299
is
351
539
64
464
333
1550

| 0,10934 | 0,13124 |
9740! 8369
9915" 10377.
10009 ' 10008
10068! 9729]
9896 10717!
95731 9754
9884 — 9357
10352
89215

0,02190

1371

462

1

339
821
181
527
499
1911

142.777

121.340

1.,460,107

1.474.804

1.625.820

1.614.869

1 = 0,0558909

[

0.08302

(=X ]|r, 0,10] —= 0,0764:

[=2|7,—0,10] == 0,09154
        <pb n="19" />
        GRAFICO-I

90

85

sexo
emintno

DEXO
Masculino R FP
——— Taxas de sobrevivencia ajustadas
=== Taxas de sobrevivencia observadas

8(

)7F

1890 070

7285 065

180 060

)75 DO55

70 D50

165 DAS

160 DáC

155 0,35

1.50 030

145 025
        <pb n="20" />
        Milhares

GRAFICO-II
Sexo masculino

———— Censo de 1940
—— = Estimativa da população obtida da tabua de mortalidade
—:— -— Estimativa da ponulação obtida das taxas de sobrevivencia ajustadas

sf

Lf.

E

E

Na

ind
        <pb n="21" />
        Alho

GRÁFICO-II
Sexo feminino

= Censo de 1940
=——— Estimativa da população obtida da tabua de mortalidade
== Estimativa da população obtida das taxas de sobrevivencia ajustadas

”f

ds
        <pb n="22" />
        II — MORTALIDADE INFANTIL
ENDÓGENA E EXÓGENA

Desde 1946 que Bourgeois-Pichat vem, em sucessivos artigos e comunicações,
chamando a atenção para a vantagem de, sob o duplo ponto de vista de análise e comparabilidade,
 dividir a taxa de mortalidade infantil na soma de duas componentes. Nos
documentos E/CN. 9/75 de 19/Março/1951 e E/CN. 9/L. 15 de 15/Abril/1951 da
Comissão da População das Nações Unidas faz-se uma apreciação dos conceitos e métodos
 expostos por Bourgeois-Pichat, recomendando-se que a sub-divisão da taxa de mortalidade
 infantil clássica seja utilizada sempre que possível como um passo em frente no
estudo do fenómeno, mas fazendo depender a substituição da antiga taxa pelas novas de
um aperfeiçoamento dos métodos propostos.
Pretende-se aqui fazer uma aplicação do método de Bourgeois-Pichat, ao mesmo
tempo que verificar se as hipóteses em que o mesmo se baseia se aplicam ao caso portugês.

Bourgeois-Pichat raciocina do modo seguinte:
A mortalidade infantil clássica (*) resulta de causas várias que Bourgeois-Pichat
divide em dois grupos. O primeiro inclui aquelas a que se pode atribuir uma origem
interna individual em que a morte resulta de condições de que o indivíduo é portador à
nascença. À mortalidade que delas resulta chama mortalidade endógena. No segundo
grupo engloba as causas de origem externa, provenientes do meio exterior, como resfriamentos,
 acidentes alimentares, doenças infecciosas, etc. À esta mortalidade chama mortalidade
 exógena.
Vê-se que as causas que determinam a mortalidade endógena são da mesma
natureza que as que determinam a nado-mortalidade, isto é, que um indivíduo que morre
devido a uma causa endógena não é fundamentalmente distinto dum nado morto; poderemos
 dizer que são factores casuais que determinam àa diferença de facto. É desta
ordem de ideias que nasce o conceito de mortalidade perinatal que engloba num coeficiente
 único a nado-mortalidade e a mortalidade endógena. Além de ser um conceito
que traduz de certo modo um fenómeno analisado por dois efeitos apenas legal e aparentemente
 distintos, a mortalidade perinatal tem ainda a vantagem de não ser afectada
pelas diferentes definições de nado-morto e das atitudes pessoais perante os órgãos de
registo civil.

(*) Por mortalidade infantil clássica entende-se o cociente entre o número de mortes de
indivíduos de menos de um ano de idade verificadas num ano e o número de nascimentos vivos do
ano, multiplicado ou não por 1000, quando a diferença entre o número de nascimentos do ano em
estudo e do anterior é apreciável recorre-se aos factores de reparação (Vidé Nota) para obter um
denominador que é uma estimativa mais aproximada do grupo que produz o numerador. *
        <pb n="23" />
        29

É indiscutível que as bases em que assenta o método exposto tem atractivos que
justificam a atenção que tem merecido mas é também evidente que, conforme o próprio
Bourgeois-Pichat reconheceu, a sua aplicação de acordo com as definições dadas, é
extraordináriamente difícil e mesmo impossível nos países que não disponham das
estatísticas necessárias. |
Torna-se com efeito necessário dispor de:

1.º Uma divisão das causas de morte em endógenas e exógenas.
2.º Um respeito mínimo por essa divisão nas declarações de óbito.
3.º O estabelecimento de um critério para os casos de causas múltiplas.
1.º Um apuramento por causas de morte em que essa divisão seja aplicável,

As dificuldades inerentes às três primeiras condições são evidentes o que levou
Bourgeois-Pichat a procurar um método de análise a que chamou biométrico para
substituir o que se apoia nas estatísticas das causas de morte. Tal método consiste em
aproveitar conceitos já há muito estabelecidos relacionando a resistência do organismo
indirectamente com a idade por meio de expressões algébricas, |
Assim diremos que a probabilidade de morte com menos de n dias de idade
resulta da actuação de duas ordens de causas, uma interna outra externa, e que, como
fâcilmente se aceita, a manifestação das causas internas cessa a partir de uma certa
idade a e que a das outras. as externas, é função da idade isto é

D (n)=a+b. f(n)

n &amp;gt;

il

Inde

D (n) == probabilidade de morte com menos de n dias
a = probabilidade de morte devido a causas internas
b. f (n) == probabilidade de morte devido a causas externas

Estudos anteriores tinham já relacionado a mortalidade com a evolução ponderal
dos indivíduos de baixa idade, dando para a função f (n) a forma
b. f(n)==b. [log p. — log po]

nde

pr. == peso à idade n
po == peso à nascença
bp == constante

ou ainda outras em que a evolução ponderal não aparece explicitamente mas por intermédio
 da idade em dias, como

b. fín)=—=b. log (n-+1)

(2)

Verificou mais Bourgeois-Pichat que, fosse qual fosse o nível da mortalidade, se
mantinha a relação

b. f(n)=—=k (n). b. f (365)

(3

isto é, que a probabilidade de morte por causas externas de indivíduos com menos de n
        <pb n="24" />
        da)

dias é uma fracção constante &amp;amp; (n) da mortalidade externa de indivíduos com menos de
um ano. Assim de (2) e (3) vem

b. log? (1 + 1) =—=hk (n). b. log? 365

londe

log! (n +1)
El sos

Se designarmos por E (n) a mortalidade exógena será, de (3),

b. fín)= E (fn)=k (n). E (365)
o que permite escrever (1) sob a forma

D(n)=a4 k(n). E (365)

expressão pela qual se vê que, se marcarmos em abcissas os valores de k (n), os valores
de D (n) correspondentes estarão sobre uma recta cuja ordenada na origem, a, mede a
mortalidade endógena e cujo coeficiente angular E (365) mede a mortalidade exógena
com menos de 1 ano de idade.
A função &amp;amp; (n) tem os valores seguintes

n (meses) k(n) (nmeses) k(n)

í

o
RB

0,199
0,341
0,451
0,541 io
0,620 11
0,689 19

0,751
0,809
0,862
0,911
0,957
1,000

A relação (4) admite que a partir duma certa idade, que designamos por &amp;amp;« as
mortes de origem endógena são nulas; na prática não sucede bem assim e os casos verificados
 aumentarão à medida que os recursos da medicina permitirem um combate mais
eficiente à mortalidade endógena. Nas idades inferiores a « não se verifica a relação (4)
pois para essas idades não só é variável a percentagem de mortes de origem endógena
como também se verificará sempre um certo número de mortes de origem exógena.
Para essas idades teriamos uma expressão de forma +-D

 (n)=a. k (n) +b. f (n)

(5)

Prâticamente obtem-se bons resultados com o valor de a igual a 1 mês. Como
as nossas estatísticas não fornecem elementos para idades inferiores, o que podemos
afirmar é que não é superior a 1 mês, mas pode ser inferior.
À análise que fazemos da mortalidade infantil em Portugal continental permite
verificar a relação (4) e separa as duas mortalidades, endógena e exógena. O método
prático consiste em calcular os valores de D (n) que as estatísticas permitem e obter
assim um conjunto de pontos à custa dns quais se determina os parâmetros da recta
        <pb n="25" />
        definida pela equação (4). Esta determinação pode fazer-se por vários métodos. O que
primeiro ocorre ao espírito é o de procurar pelo método dos mínimos quadrados a recta
que melhor se ajusta aos valores observados para D (n); é contudo um pouco moroso e,
por isso e porque os valores observados se apresentam de facto com pequeno desvio da
linha recta, é suficiente usar métodos apróximados. Assim Bourgeois-Pichat usa o
método seguinte :
Cálcula os valores de D (n) á custa das estatísticas do movimento demográfico e
forma as diferenças.

D (nn) — D (njj=—= E (1) [kh (nº) - k (n)]

donde deduz, para cada par de valores ns, n,, um valor para E (1). Estes valores deveriam
 teóricamente ser iguais mas práticamente diferem, pelo que se toma como valor
de E (1) a média dos valores observados

2 E; (1)
EN=—"—

onde N é o número de pares n5&amp;amp; n;

No documento E/C N. a/L. 15 o cálculo é feito com base nos mesmos elementos
estatísticos. determinando-se em vez dos valores de D (n) os de

D (365) — D (n) = E (1) [k (365) — E (1)|= E (VD [1 — Rk (n)]|

tomando como valor final de E (1) a média dos valores achados para cada valor de n.
Calculadas as taxas de mortalidade D (n) a partir das estatísticas existentes
(Mapas 1, IT e II; A, B e C) determinaram-se as taxas exógenas e endógenas pelo
método de Burgeois-Pichat (Mapa IV; A, B e C) e pelo ajustamento de rectas pelo
método dos mínimos quadrados (Mapa V; A, Be C). Fez-se a análise por sexos e em
conjunto excepto para 1941 em que só foi possível a análise em conjunto; e no
cálculo das taxas de mortalidade observadas usaram-se os factores de separação por
verificar que a sua não consideração trazia alterações apreciáveis para as taxas.
A par da análise pelo método biométrico fez-se a título experimental uma análise
usando as estatísticas da mortalidade, para o que se tomou como causa endógena a 38
— «Debilidade congénita, vícios de conformação congénita, nascimento prematuro, etc.»
e as restantes como causas exógenas (Mapa VI, VIT e VIID.
Note-se desde já que as taxas calculadas devem estar erradas por defeito pois
que muitos nados-vivos de vida curta são registados como nados-mortos pelo que este erro
incide principalmente no cálculo das taxas devidas à causa 38, pois que se manifesta
muito mais notàvelmente no numerador do que no denominador.
Esta causa de êrro actua da mesma forma no método biométrico. produzindo uma
translação da recta (4) cuja amplitude na direcção OY é aproximadamente igual ao
&amp;amp;rro por excesso da taxa de nado-mortalidade. Poderia obviar-se a este inconveniente
calculando taxas de mortalidade infantil não em relação aos nados-vivos mas em relação
ao total dos nascimentos. Um tal procedimento levaria à determinação da mortalidade
exógena e da mortalidade perinatal em vez da endógena. A sub-divisão da perinatal em
mortalidade endógena e nado-mortalidade ficaria dependente da exactidão das estatísticas
 de nados-mortos. Evidentemente este procedimento equivale a calcular o parâmetro a
        <pb n="26" />
        ua

25

da recta (4) à custa das taxas de mortalidade calculadas com base nos nados-vivos, aceitá-lo
como uma parcela da mortalidade perinatal mas não como mortalidade endógena e
obter em seguida a mortalidade perinatal por adição a a da taxa de nado-mortalidade calculada
 das estatísticas e que sabemos ser um valor por excesso na mesma medida em
que a é uma medida por defeito da mortalidade endógena. À mortalidade exógena não
é afectada pelos erros cometidos devido a falsas declarações de nados-mortos.
No que respeita à mortalidade no primeiro mês de vida em que a recta (4) não é
aplicável parece lógico admitir-se que a actuação das causas endógenas diminua com a
idade até um limite « atingido na idade em que a recta (4) passa a ser aplicável. Assim,
como acima dissemos. será

D fn)=9 (n). a +k (1). E (1)

onde k (n) terá ainda o mesmo significado e o (n) é uma função tal que para na toma
o valor 1

No cálculo da mortalidade endógena com base nas estatísticas de causas de morte
encontramos valores que excedem sempre os calculados pelo método biométrico (Mapa IX).
Este facto parece fjustificar-se pela tendência em atribuir à causa 38 mortes que em
rigor deveriam atribuir-se a causas externas e isto tanto mais quanto maior é o número
de mortes sem assistência médica embora mesmo nos casos em que há assistência ele
se verifique, sobretudo quando se trata de causas múltiplas. Ao mesmo tempo o número
de falsos nados-mortos actua em sentido inverso na mortalidade endógena assim calculada.
Desta forma a taxa determinada pela estatística de causas de morte está influenciada
por duas causas de êrro actuando em sentido contrário. Será assim

a=a49 td XxX 4

a == mortalidade endógena real
a, == mortalidade endógena determinada das estatísticas
x ==êrro resultante de falsos nados-mortos
y ==êrro resultante de deficiência de rigor na declaração de causas de morte.
Por outro lado

aa tbtx

a, == mortalidade endógena determinada pelo método biométrico.
Note-se que o valor de az referido se deve tomar como respeitante a mortes com
menos de um mês para efeitos de comparação dos dois métodos,
Assim poderemos tomar como valor de a a média das suas duas estimativas

2 a=a-tTa++2x—y

a== (aq +a)+Xx

Atendendo à sua natureza parece lógico admitir que é

Y&amp;gt;x

e, à falta de critério mais bem fundamentado, admitiremos que y = 2 x por y ser afectado
por dois factores, falta de assistência e dificuldades técnicas, e x apenas por um factor,
dificuldades burocráticas:
        <pb n="27" />
        Portanto

1=— (a +a,)

será uma estimativa da mortalidade endógena que admitimos mais exacta que
a, ou que a.
| Obtiveéram-se assim para valores da mortalidade exógena, da endógena, da perinatal
 e da mortalidade infantil total, os valores que figuram no Mapa IX.
Do estudo feito conclui-se que as hipóteses base de Bourgeois-Pichat se aplicam à
população portuguesa com os seguintes resultados :

1.º Às rectas representativas do fenómeno mortalidade infantil obtidas de acordo
com as ideias de Bourgeois-Pichat variam de ano para ano, sendo contudo muito mais
variável o parâmetro E (1) (coeficienie angular) do que a (ordenada na origem). (gráfico 1).
2.º A evolução do parâmetro E (1), mortalidade exógena faz-se no sentido
decrescente e comanda, .pela sua importância, a evolução da taxa de mortalidade
infantil total, |
3º O parâmetro a, mortalidade endógena, varia pouco de ano para ano, apresentando
 contudo uma ligeira tendência decrescente, bastante fraca para podermos
situar tal parâmetro à volta de 20 para os dois sexos, 23 para o sexo masculino e 18
para o feminino (Mapa IX coluna 6, média).
4.º. O ano de 1041 apresenta-se com características especiais a que adiante nos
referimos.

Resumo e Crítica

A hipótese fundamental de Bourgeois-Pichat é que a partir de certa idade não se
verificam mortes devidas a causas endógenas, mas ele próprio faz notar que na prática
tal não sucede e aponta as razões em que se apoia e que ja referimos, nomeadamente os
progressos no combate. a tais causas e que se traduzem muitas vezes apenas num adiamento
 da morte. À segunda hipótese é que, para cada idade, a taxa de mortalidade
exógena é uma fracção da mortalidade exógena total.
Tais hipóteses levam-no à afirmação de que as taxas de mortalidade total
com menos de 7 dias para n&amp;gt;&amp;gt;ax se encontram sobre uma linha recta de ordenada na
origem igual à taxa de mortalidade endógena e coeficiente angular igual à taxa de mortalidade
 exógena com menos de 1 ano desde que se marque em abcissas os valores da
função

log? (n 1)
E (1) = — 365

Bourgeois-Pichat indica dois métodos para o cálculo da mortalidade endógena, um a que
chama biométrico, outro que se apoia nas estatísticas de causas de morte, faz notar que
com este último método não se obtêm valores de confiança e aponta as razões que o
justificam e a que já nos referimos. eo
Pareceu-nos vantajoso investigar o que se obteria se se introduzissem algumas alterações
 no método de cálculo no sentido de atender ao facto de se não verificar a hipótese
 que designamos por fundamental. Neste sentido começamos por admitir que, não
sendo a mortalidade endógena nula a partir da idade « as taxas obtidas para os suces-
        <pb n="28" />
        21

sivos valores de n não estariam uma paralela ao eixo dos &amp;amp; (n) mas sobre outra curva
que a análise dos gráficos das taxas de mortalidade devida à causa 38 (gráfico II) mostra
 ser uma parábola. O ajustamento matemático justifica esta hipótese porquanto com
tal procedimento se obtiveram desvios padrões muito pequenos (Mapa XI). Notese
 que não estamos a admitir que as taxas referentes à causa 38 meçam a mortalidade
endógena, mas apenas que elas estarão muito mais influenciadas por causas endógenas
que por causas exógenas e que assim a sua marcha reflete a mortalidade endógena.
Esta hipótese leva, como consequência lógica, a admitir que as taxas de mortalidade
total não estarão também sobre uma recta o que contraria a segunda hipótese de Bourgeois-Pichat.
 Para o verificar procuramos ajustar parábolas a estas taxas (Mapa X)
obtendo resultados que se adaptam melhor à observação do que os conseguidos pelo
ajustamento de uma recta como o provam os desvios padrões calculados.
Estas alterações trazem para D (n) a expressão

D (n)=[a+a).k(n)-HFazk(n)) [ao Epa. k (n)+aA ok (nl=—=a+a.k(n)&amp;gt;+-akº(n)


onde a primeira parábola se refere à mortalidade endógena e a segunda à exógena.
Expressa sob esta forma, a mortalidade endógena deixa de ser constante, pelo
que tomamos como característica da população a mortalidade endógena com menos de
i ano, idade para o qual é &amp;amp; (n)=1; portanto será

a (D==a9+ta,+-ds

º a mortalidade exógena será

E (D=açq+a, +-T

Como tomamos para valor de « um mês, o valor obtido por este método para a
mortalidade endógena com menos de 1 mês será comparável com o que se obtem pelo
método biométrico de Bourgeois-Pichat, isto é, os valores que figuram no Mapa XI para
y. com &amp;lt;1 mês deverão coincidir com os que figuram no Mapa IX coluna (6). Este
raciocínio servirá para rectificar as parábolas ajustadas à mortalidade devida à causa 38
(Mapa XI) imprimindo-lhe uma translacção no sentido — OY de amplitude igual a
[a' (&amp;lt;1 més)]| — a (Bourgeois-Pichat).
Obteremos assim as parábolas e taxas endogénicas que figuram no Mapa XL-A.
MAPA XLA

HM

Anos

[940 .
[94] 2...
1942
1943 ++
1944 + + ++
j945 20
1946 ++
1947 ++.
1918 «++
1949 . ++
1050 . + +

da

17,505
=&amp;lt;
15,797
16,808
14,259
14,487
4,158
7,029
4,384
2,957
4.908

o

36,931
=
29,950
32,879
33,440
2,211
30,321
26,305
27,190
29,431
3 IT3

— 20,186
— 15,178
— 17,313
— 18,094
— 17,922
— 15,866 ;
— 13,722
— 14,051
— 15,018
— 11.584

24,05
x
21,15
22,66
20,19
20,38
19,57
21,71
19,23
18.31
18.38

a

-

27,76
x
24,25
16,01
23,56
23,73
22,66
24,41
22,03
21,35
50 80

31,57
27,55
29,52
27,05
27,20
25,91
27,24
24,98
24,58
3,39

7

33,86
29,73
31,74
29,17
29,32
27,97
29,01
726,88
26,69
295113

&amp;lt;&amp;lt; 1lW

34,39
&amp;gt;&amp;lt;
30,48
32,39
29,70
29,87
28,61
29,60
27,49
27,40
2577

&amp;lt; 12

34,25
&amp;lt;
30,57
32,37
29,61
29,78
28,61
29,61
27,52
27,47
25,87

Mortalidade

Exógena

109,03
&amp;lt;
97,16
97,58
2,10
82,98
87,76
73,41
72,40
82,25
AISO

“ — tonor:
        <pb n="29" />
        IB —

Para efeito de comparação apresentam-se a seguir as variâncias resultantes dos
ajustamentos de rectas e parábolas à mortalidade total HM.

Rectas. 0. 1...

1940 |

1941

1942 | 1943

1944

— 1945

3,3333 | 18,1039 | 5,2581 | 3,3371 | 3,8079 | 0,0895

1946

1,8702

1947

1948

0,7748 | 0,6085

1949 |! 1950

1,5967 ! 0,7266

Parábola. - .. | 0,2424 | 0,2678 | 0,1479 | 0,0535 | 0,0321 | 0,0339 1 o.1618 | 0,0447 | 0,1354 | 0,4237 | o0,0646

Nota relativa aos Factores de Separação

É norma registarem-se as mortes de acordo com a idade expressa em anos completos
 e admitir-se a hipótese de que as idades exactas se escalonam ao longo de todos
os valores do intervalo de idades considerado. O mesmo se admite para o número de
vivos registados num censo com uma certa idade. Estas hipóteses equivalem a considerar
 tanto os mortos como os vivos registados com uma certa idade como se tivessem
a 1dade central do grupo, e assim obter da sua comparação taxas de mortalidade centrais.
 Como, porém, o número de vivos obtidos num censo se refere a uma dada data
e as mortes se registam ao longo de um período de tempo, geralmente um ano, durante
o qual. necessáriamente as idades variam, resulta que se irão registar mortes de indivíduos
 com a idade x que não tinham essa idade à data do censo e que, ao mesmo tempo,
alguns indivíduos do grupo de idade x ao censo irão morrer com a idade x-- rs. Isto é,
as mortes registadas com a idade x durante um ano podem dividir-se em dois gruvos

Dx == DI + 1DÍ

sendo
DE . . .
x mortes registadas com a idade x completada no ano anterior (t-7)
t . : .
«Dx mortes registadas com a idade x completadas no ano de registo f
Por outras palavras
el : . " “ PR
Dr; mortes registadas com a idade x antes do dia do aniversário a completar
no ano 1
:Dy mortes registadas com a idade x depois do dia do aniversário completado
no ano
De tal modo que as mortes que de facto se devem relacionar ou que correspondem
 ao grupo L, de idade x ao censo: (suposto realizadado no fim do ano) serão

ft t
Di bt i11D,

À fracção

E
=

dá-se o nome de factor de separação. O seu valor
mente 0.5: para as idades extremas varia bastante.

para as idades centrais é prâática-
        <pb n="30" />
        20 —

Este problema é tratado de maneira ligeiramente diferente no caso das taxas
referidas ao número de nascimentos. Neste caso registam-se nascimentos ao longo de um
ano e mortes com menos de um ano no mesmo período e é evidente que, como anteriormente,
 dos indivíduos nascidos num dado ano alguns morrerão nesse ano e portanto
estarão incluídos no grupo de mortes registadas com menos de um ano, outros irão
morrer no ano seguinte antes de completarem o ano e serão incluídos nos registos do ano
seguinte, do mesmo modo que no registo de mortes de menos de um ano no ano em
estudo figurarão algumas correspondentes a nascimentos do ano anterior. Procura-se
agora saber em que proporções os nascimentos do ano e do ano anterior contribuem
para as mortes registadas com menos de um ano nesse período e obter à custa delas o
grupo a que devemos referir as mortes de menos de um ano observadas. Embora com
menos lógica essas proporções são designadas ainda por factores de separação, e o .conceito
 é extensível a períodos menores, como meses ou grupos de meses.
Nota relativa ao ano de 1941

Segundo o método biométrico de Bourgeois-Pichat, o ano de 1941 apresenta uma
anomalia traduzida pelo facto de os valores das taxas de mortalidade total observadas
se não ajustarem a uma linha recta, de tal modo que a aplicação do método conduz. ao
valor 7,92 para a mortalidade endógena, enquanto nos restantes anos observados se
obtem uma taxa de valor médio 16,85. Aceitar o método biométrico implica subdividir
as observações de 1941 ajustando não uma recta ao conjunto mas duas ou mais de
forma que em cada troço as hipóteses base se verifiquem. Equivale isto a dizer que a
geração em estudo, inicialmente sujeita a uma mortalidade endógena e a uma exógena,
passou a partir de certa idade a estar sujeita a um padrão de mortalidade diferente.
Como, dentro das hipóteses, tal alteração não pode resultar da mortalidade endógena,
ela resultará da exógena. A recta ajustada às taxas observadas com menos de 1 mês,
menos de 2 meses e menos de 4 meses dar-nos-á a mortalidade endógena medida pela
sua ordenada na origem.
AÀ recta assim ajustada tem por equação

D (n)=18,65-4-Rk (n). 114,17

A recta ajustada aos valores referentes a &amp;lt;7 meses&amp;lt;10 meses e&amp;lt;CÚ 12 meses
tem por equação

D (n) = — 28,34 — ke (n). 185,00

Diremos assim que no ano de 1941 o padrão de mortalidade iniciado com as
caracteristicas 18,65 como mortalidade endógena e 114,17 como mortalidade exógena
sofreu, a partir dos 7 meses, uma alteração que elevou a taxa exógena de 114,17
para 185,00.
        <pb n="31" />
        Sd

Mortes Observadas D

MAPA IA
o —
Idade 1940 | 1941 1942 | 1913

H M — Continente
1944 | 1945 | 1946 | 1947 | 1948 | 1949 | 1950

&amp;lt;lmês..---.- é
Imês..-..-.&amp;gt; ie
Te3meses + -.-.-.i-..
41, 5eE G6mMmeses. - -.....
7, Be Pmeses. .......
10 e ll meses ...-.....

6553 7012 | 5919 7570
1947 232 12061 2367
3545 — 3979 3351 3623
3763 | 4778 | 3989 — 409
3289 | 1261 | 3444 | 3477 |
1924 | 9073 | 2076 | 2088

6948 7016 6883 | 6657
236 2072 2172 | 1947
3444 3497 3697 | 3093
3941 | 3762 | 4100 | 3213
3548 | 3009 | 3493 | 2648 |
2053 1835 1790 1549

5786 | 6692
1991 ] 2034
3303 = 3726
3358 | ao
2599 | 3309
1518 1890

5824
1617
2668
3067
2452
1345

MAPA 1:B

H — Continente

| 1940 | 1942 | 1943 1944 | 1915 | 1946 1947 | 1948 | 1949 | 1950

dade

&amp;lt;lmês.»-.-- âº
dmbso. ce e e e e or o
2eZmeses ++... --.- +...
h5eGmenes. 11000
7, BeAIimeses. - ...-.-..
IO e ll meses +... +...

.695 819 1278 996 1044 "s7 3º94 3846 3850
061 1127 1287 1209 1262 1178 1102 1106 1131
1920 1847 1975 1899 1867 2011 1655 1760 2030
106 2161 2169 | 2129 | 2046 2277 | 1736 1940 2184
1731 1848 1888 1874 1620 1851 1432 | 1396 1770
nI2 1193 109] 1082 96414 916 823 780) 1011

' 3356
898
1456
1675
1295
679

MAPA 1I-C M — Continente
1940 1942 | 1943 | 1944 | 1945 1946 | 1947 | 1948 | 1949 | 1950

&amp;lt;I1Imês...... 4 a |
Llmês. cc c 00
2 e33imeses.......-.
à 5 egmenss 110000]
7, 8 eI meses. - ......
'Oellmeses «+ .......

2878
836
1625
1757
558

3100 3292 2952
934 1080 1027
1504 1648 1545
1828 1922 1812
1596 1589 | 1674
os? 997 971

3002 3026 2763 |
1010 994 845
1630 1686 1438
1716 1823 1477
1389 | 1642 1216
271 844. | 710

2940 2842 | 2468
885 903 719
1549 1696 1212
1718 1940 | 1392
1203 1539 1157
712 270 e-Nascimentos.


MAPA I-Aa H M — Continente
1939 | 1940 1941 | 19192 | 1913 1944 1915 1946 1947 1948 | 1919 | 1950

Nados-vivos . + . - - 152.879] 143.596 | 169.110 À áaN| Bs 184.663 | 192.538 | 189.048 sz2s| aros 195479] 187.336
Nados-mortos . - . | 6.502 6.221 8.123] 8.247| 8.579 8.614 | sas g418| 8.225 St 8.440 8.019

MAPA 1-Bs

Anos

H — Continente

| 1939 1940 | 1941 1942 | 1943 1914 | 1945 | 1916 1947 | 1948 | 1949 1950

Nados-vivos . «+ «+ » | 78.764 | 74.456 | 86.965 | 88.548 [ 93.759 | 96,355 | assa | RE | 95.505 | 106.175 | | 96.856
Nados-mortos . . . -| 3.725 3.522 4.562 | 4,765 | 4,803 4.984 | 4.781 4.901 4.817 5.266! 4.881] 4750

MAPA IC.

Anos

M — Continente

| 1939 1940 | 1911 | 1942 1913 1944 19,3 1946 | 1917 1948 | 1949 | 1950

Nados-vivos . . + . | 74.915 |! 69.140 | 82.145 | Ss ' 88.240 | 88.278 | 92.548 | 90.674 | 88.245 eso | ES | 9:35
Nados-mortos . . ..| 2.763 2.672 3.707 ' 3.482 ' 3.679 | 3557 | 3.417 | 3.399 ' 3387 | 3.801 3.474 | 3.299
        <pb n="32" />
        51

População— P=N, kh, +N,h, (a)

MAPA 1I-A

H M — Continente

FP

População

(dade

el

1940 | 1941 | 1942 | 1943 | 1944 | 1945 | 1946 | 1947 | 1948 | 1949 | 1950

&amp;lt;l1 mês. ......- 0,0415
1,9585
| mês. 2.0... 21245
2,8755
2e3 meses. - ++ 1,2490
37510
1, 5 e 6 meses - | 7,4565
1,5435
7,8 e 9 meses - | 7,7055
1,2945
IO e 11 meses. - | 0,9130
2.0870

143.981 | 168.051 | 171.873 | 181.613 | 184.554 | 192.211 189.193 | 183.970 | 203.468] 195.846 187.674
144.752 | 165.934 | 171.634 | 180.780 | 184.335 | 191.558 | 189.483 | 184.410 | 201.761| 196.580] 188.350
145.907 | 162.757 | 171.275 179.530 | 184.007 | 190.577 | 19017] 185.069 | 199.200] 197.681 189.364
147.834 | 157.463 | 170.677 | 177.448 | 183.461 | 188.943 | 190.641 | 186.169 | 194.931] 199.516] 191.053
150.145 | 151.110 | 169.959 | 174.949 | 182.216 | 186.082 | 101.510] 187.488 | 189.808] 201.718] 193.081
152.071 | 145.816 | 169.360 | 172.866 | 182.258 | 185.348 | 192.234 | 188.587

MAPA IL-R

H — Continente

População
“46 1942 | 1943 | 1944 | 1945 | 1946 | 1947 | 1968 | 194 | 1950

(dad-1

 4,

&amp;lt;1mês. ....-..-LI
 mês. ce. 2 2
2e3meses. +. -!
1, 5 e 6 meses . .
7, Be 9 meses .
10 e 11 meses. - «+:

0,0415
2,9585
9,1245
,8755
1,2490
7510
2,4565
7,5435
2,7055
0,2945
0,9130
N.0870

14.635 | 88.482

93,571

96,940 à

99,839

98.441

95,624

105.732

102.018

97.063

4.992 |
15.529 |

88.351

93,136

96.036

99,537

98.575

05.862

104,847

102.378

97 476

88.154

92,484

95,716

99,085

98.776

96.219 ' 103.518

102 918

98 097

76.423 |

87.825 |

91.396

25,184 ' 98.331

99,112

96.815

101.304

103.818 |! 99.130

717.495

87.431 |

950.09]

94.545

97.496

99514 |

07 550 | 98 647

1 104.898 | 100.371

78.389 |! 87.103 89.004 '

24.012 | 96.671 | 99.849 !

98 194 | 96.433 | 105.798 | 101.405

MAPA I1-C

VU — Continente

u+yv !
he o
kl k, 1940 | 1942

População

Aade

| 1943 —. | sus

1946 ! 1947 | 1948 | 1949 1950

&amp;lt;I mês. ..-+-..|
1 mês. +...
2 e 3 meses. 2.
4, 5e 6 meses . .!

2,0415
2,9585
0,1245
n,8755
0,2490
D,7510
n,4565
,5435
2,7055
2,2945
2,9130
).0870

69,346

83,391

38 041

RR 976

92,371

30.752

28.346 |

97.736 '

93.828

90.611

49,759

83.283

87.643

38.273

92.016
91.485

90.907
91.141

88.547

96.914

094.902

30.874

70.379 |
71.411

83 19

87.046

22 690

R8.850

95.681
93,627

94.763

21. 964

89.852

R6.051

38.261
88.251
R8 943

90.599 |

91 599

20 2894

95,698

31.993

7,8 e 9 meses ..
10 e 1) meses. - .

72.650

82.528

81.857 |
83.862 |

29.536 | 91.996
38 649 |

89.959

91.161

96,820

39 710

73.682

279 958

20.463

289 106

97.755

33.366

—
(a) N,==nados-vivos do ano anterior.

" == idem do ano em estudo.
        <pb n="33" />
        39

D:
Taxas — D, — D, =—

MAPA 1II-A

H M — Continente

ídade

| 1910 | 1944 1 1052 1 1043 |

| | Médias
1944 | 1945 1 1946 [| 1947 | 1948 | 1949 | 1950 | Medias acumuadas


&amp;lt;Imês....
lmês....
? e 3 meses ||
14, 5 e 6 meses |
7, Be9 meses '
[0 e 11 meses

45,51 |
13,45
24,30
25,46
21,91
12,65

41,730
14,66
24,45.
30,34
28,59
18.33

40,26
12,01
19,57
23,37
20,26
12.96

41,68
13,09
20,18
23,05
19,87
12.08

37,65 |
12,13
18,72
21,48
19,47
11,26

36,65
11,86
18,35
19,91 |
16,09
9.90

36,38 36,19
11,46 10,56
19,47 16,71
21,51 | 17,26
18,24 | 14,12
931! 818

33,35
9,87
16,58
18,25
129
8,18

34,17 | 31,03 ' 37,69!
10,34 859 1163
18,85 14,09 19,20
20,67 16,05 21,58
1640 12,70 18,27
929 |! 691 10,02

37,69
49,32
68,52
90,10
108,37
118.30

Soma . . . .1 14398

157,71 | 127,73!

129,95 | 120,71

112,76

116,37 | 103,02 | 99,92 | 109,72 | 80,37 | 118,30

MAPA TILR

H — Continente

idada

1940 | 1042 | 1943 | 1944 | 1045

1016

1917

1918 | 1919 1950

Médias

Médias
acumuladas


&amp;lt;!mês.... 49,51
imês... | 14,15
2e3 meses . | 725,42
1, 5 e 6 meses | 26,25
7, 8 e 9 meses 72,34
10 e 11 meses 12.90

43,17
12,76
20,95
24,61 |
21,14
12,90

45,72 0
13,82
21,36
23,73
20,96
19.93

41,52
12,59
19,84
22,37
19,82
11.51

40,511
18,68
18,85
21,81
16,63
9.97

40,20 |
11,95
20,36
22,97
18,61
947

40,72
11,50
17,20
17,93
14,68
8.39

36,38
10,55
17,00
19,15
14,15
308

29,74
11,04
19,73
21,04
16,57
9.55

1,58
9,21
14,84
[6,90
12,90
6.70

41,01
12,03
19,56
21,68
17,81
10,18

41,01
53,04
72,60
94,28
112,09
122,27

Soma . ...| 15066 | 13553

127 29 |

127.65 |

196.45 | 123.56 |

110,43 | tossto sor | os1a

12.297

MAPA III-C

M — Continente

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1040)

1942 | 1943 | 1944 |

1945 1946 | 1047

1948 | 1949 | 1950 | Médias

Médias
acumuladas


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2 .e3meses .!
4, 5 e 6 meses '
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11,98
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18,09
22,06
19.34
1850

37,39 !
12,32
18,93
22,34
18,73
11.89

33,44 *
11,63
17,50
20,53
18,97
11.00

32,50 '
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17,82
18,94 |
15,51
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33,35 0
10,93
18,49
19,92
17,85
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3127 |
9,54
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16,53
13,52
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30,30 !
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27,24 0
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13,98
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12,48
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33,43 1
10,52
17,75
19,87
16,70
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33,43
43,95
61,70
81,57
98,27
107,89

Soma 1 |

132.29 | 119.46 | 121,60 | 113,07

105,58 ! 109,68 | 94.99 | 95,24 | 102.95 ! 83,18 | 107.82
        <pb n="34" />
        &amp;lt;
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Cálculo da Mortalidade Exógena e Endógena
(D,— Ds) / [k(n+1—k(mM)]

MAPA IV-A
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H M — Continente

emo | 1940 1941 1942 1943 | 1941 | 1915 | 1946 | 1947 | 1948 | 1949 | som

—tmês ......&amp;gt;
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2e3 meses. - --1,
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i0 e [11 meses. - -

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0,200
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0,160
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228,69 ' 209,69
94,71 103,24
21,50 122,25
21,24 144,48
36,94 176,25
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111,29
126,63
197.74

209,44 * 189,19
92,18 85,42
10090 — 93,60
109,76 [102,29
124,19 121,69
128.73 126.52

184,17 185,82
83,52 — 80,70
9175 97,35
94,81 102,43
100,56 | 114,00 |
111,24 | 104.61

181,85
74,36
83,55
82,19
88,25
9191

167,58
69,50
82,90
86,91
85,56
91.091

171,70
72,81
94,25
98,43
102,50
104 232

155,93
60,49
70,45
76,43
79,38
77,64

Mortalidade exógena
média (de 1 a 11 meses) . . . d 123,31 | 150,44 | 111,62

112.55

105,00 ' 96,38

99,82

84,05

83,36

94 47 | 72.88

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157,71 | 127,73

129,95 | 120,71 | 112,76 | 116,37

103,02 | 99,92

109,72 | 89,37
16,49

Mortalidade endógena '

|

19,97 | 7,27 | 16,11

17,40 | 14,81 | 16,38

16,55 |! 1897 | 16,56

MAPA IV-R

H — Continente
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1949 1950

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nino | 1940 | 1002 | s56 | 1944 | 1945 | 1046 | 1917 | 19

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125,00
139,63
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216,93 ' 229,74 |
89,86 — 97,32
104,75 — 106,80
17,19 113,00
132,13 131,00
144 04 137,42

208,64
88,66
99,20
106,53
123,88
199 323

203,56
89,29
94,25
103,86
113,94
119.02

202,00
84,15
101,80
109,38
116,31
106,40

204,62
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86,00
85,38
91,75
o4á 7

173,76
64,86
74,20
80,48
80,63
75,98
87,68 | 85,94 | 97,86 | 75,09

Mortalidade exógena
média (de 1 a 11 meses) . - - . d
Mapa 106 | 150,66 | 135,53 | 137,82 | 127,68 | 120,45 | 123,56 ! 110,42 | 105,31 | 115,97 95,15
23,19 ' 17,76 | 20,71 | 18,16 | 19.78 | 19.95 | 23,74 | 19.37 | wu | 20,04

MAPA IV

M- . Continente

Tdades

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187,88
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7697 67,18
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94,86 — 78,72
111,56 — 84,50
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151,20 |
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136,88
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72,10
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80,11

Mortalidade exógena
média (de 1a 11 meses), . . ..

111.93

105.31

107,69

101,86

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Os. 71

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19046 | 11669

379 35,10
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90,98 93,00
09,71 ; 109,78
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3,44 1,10
5,07 5,18
32,57 65,00
83,10 85,82
102,07 | 101,69
113.07 110.51

7
10
12

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131,51

122,2
132,29

27,63 467,88 478,03 439,32
87,90 | 344,07 | 351,40 324,33
5,65 13,76 14,22 11,37
15 FF 102,0? maos no

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35,33
50,04
10,76
92,51
109,09
118.31

1 3665 55,13
18,51 18,61
6686 — 67,61
86,77 87,55
10286 — 102,75
11976 | 111,90

16,38 34,12
MO BA
57,2. — 68,69
88,8? — 89,91
107,06 , 106,08
16,37 | 115.08

6,19 507
6,7 7,
3 62
30, 8º
94,E f
103.02 | 102.7

3,35
3,22

32,06
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2,1
15,61
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11,03
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40,16
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70,35
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167,07 454,41
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14,71 16,23
103,60 94.97

463,78 424,98
340,57 307,51
14,01 18,66
101,07 83,61

406,08
| 295,84
15,37 |
RI RE

ne? 365,95
320,57 255,62
13,10 | 15,06
2 73,62
H — Continente
| 1950
: | y:

em. 1 PS

194" —

0,51 * 39,93
53,19 — 53,44
722,04 — 7345
9385 — 9447
[10,48 | 110,48
5945 | 119,39

io”

2,08
2,45
39.38
88,17
102,12
[10.49 | 109,87

Je.
16,93
53509
33,” eure
322,47 9710
105,31 | 104,84

S,7º 35,87
187º — 49,89
38, 69,64
30 90,38
106,42 — 106,18
115.97 | 114.97

34,58 | 33,46
13,19" 44,33
58,63 — 59,66
75,52 75,74
88,43 | 88,00
25 123 04 RF

90,52 197,99 162,16 432,86 466,97 396,09
156,75 364,21 | 332,43 314,1 341,38 285,94
19,31 17,1 22,74 17,91 16,22 18,21
10.08 108 .E1 Fr 86.072 qo me 76,61
Continente
1950
y.

32,50 31,06
348 44,01
51,30 | 62,24
30,24 | 81,39
95,75 | 095,98
ns 58 | to410

3,55
TB
52,/7 AM
82,69 84,43
100,54 | 99,81
109 68 108.37

Ie
E
Tn
34,99

"na
“49
7 48
74,26
87,05
94 16

30,09 18,48
39,22 — 017
535,0 56,07
137% 7390
36,96 | 87,07
35,24 | 09439

10,30 — 28,03
39,89 41,11
57,7º — 59,52
78,06 78,8:
93,96 | 93,59
102,95 ! 101,78

27,24 — 25,70
3515 35,69
4843 = 49,77
63,57 | 64,55
76,05 | 75,81
8318 | 289207

[18,85 433,31 384,62 380,68 402,95 333,62
07,53 319,07 280,46 279,20 298,06 243,81
12,91 12,22 14,24 12,11 9,71 11,69
neo Qro nº 82,298 99 nº 70,38
N ta,” =...

ad Yr" é

à E e ca e Do
        <pb n="36" />
        LL

Mortes observadas devi

MAPA VI

1940

'942

Ci.

"ua

Passa

EM | H

M

mM

H

mm |

BM | tw

Imês..... e. 4999
Dmês co] 561
2e3imeses -.....|! 544
ramo 266
1,8 egdmeses. .... 112
10 e 1l meses . .. so

31443 1839 | 1660 6 % c
335 26 | 618 533 28% 600
20 0254 | 507 26 MC 58
156 | 10 | 342 187 155 | 310
52 50 | 132 n | 60 |! q55
. 26 1 39 62

GE 2174 4736 2730 * 2006
3º 318 O 738 391 | 347
306 278 | 596 | 328 | 268
3 o, 157 | 265 | 152) 13
86 | 701 153 8o 73
28 | 34 83 48 35

laxas de mortalidade infantil

das à Causa 38-38 Dt

1945

1946 | 1947
HM |

um | go

a

713 | 2718 9
71 | 381. 3
5093 | 321 279 54
304 | 154 | 150 316
167 82 | 85 | 170
73 39 44 68

+

q 10º1q

17€

Mo 0 139 119
&amp;amp; 1 66 AR
3a A | al

32

devida á Causa 238 — 38 Difp

Continente
1948 1919 1950
|
are eee M
í

4697 ' 2641 | 2056 4607 26631 1914 | 4071 2326 | 1745
642 372 270 675 ' 375 ' 300 510 271 239
553 | 298 | 255 607 | 311 296 ' 462| 255) 207
297 1380 159) 3% | 152 | 284 | 158) 126
13 86 | 51 183 99 84 | 145 77 6º
8 a2l az gr! sz! 38] 6 as! 0%

sf

MAPA VII

1940
[am bad mel

| 1944
TR ERTRT,

(DADE

HM

“E mês cc] 29/74 | 32,73 | 26,52 | 27,11 29,42 24,67 | 27,75 | 30,63 | 24,69 | 25,66 | 2836 | 2272
Lmês +++ | 388] 42 353' 360 379| 340) 386 408| 363] 400]! 407] 393
Je3meses -.....| 373 38  361| 296| 303] 289) 325 331| 319) 32 | 343] 30
4, 5eGmeses. ....! 180 204 1,54 | 200 | 213 18 | 175 168 | 183| 144 | 160] 198
h8emeses.--../ 75 8 | ,69 78 82 3 ,90 r 82 84 85 83
IO e 11 meses +. .2.| 37 ET 35 As 44 7 360 A 46 so 40

Probabilidades de morte devida à Causa 28

1945

19*f
HM

1947

1949 1950
wlalulmlalalaal«

|
HM HH

ma | 1

a

4,52 | 27,22 1 21,60 | 25,17! 27,97 | 22,68 | 24,77 | 27,66 1 21,60 | 23,08 | 24,98 | 21,04 | 23,52 | 26,10 | 20,72 | 21,69 23,96 | 19,26
371 | 383 359 379 394 348! 319! 32º 297! 318! 355! 279! 343! 366) 319] 271 | 278' 263
411 | 324 297 287 304 269 260 28º 2% 278 28 267 307 302] 312/ 244/ 260 227
61 | 157, 1,6 166 1,72 1,60 | 138 144 1,37 1,52 136) 177 1,66 1,73] 1,59] 1,49] 1,59] 1,37
89 | 84 | 95º 8 84! .03' 74 1.68 81 7%. 8 | 56 | o | 94 87] 75] | 3
So! cn a81 cosl 41 am cor TO c4el am as sl amb as! sol cal as as! x

-om idades inferiores às indicadas na margem.

MAPA VIII

NADO:

IDADF

Imês ce. 0. 0.
PI meses ........
Imeses «....a...
"meses 1.1...
«O meses. à... 1...
12 Meses 1. 12 12 2 02 2.0.

dia

JJ

HM

HM H o

219,74 3273 26,52 27,11 | 29,42 ' 9467 17,75' 30,63 ' 24,69
1362 3693 3005 3071 3321 2807 161 3471 28,32
57,35 10,77 3366 3367 36,24 30,96 | 34,86 | 38,02 31,51
9,15 42,81 | 35,20] 35,67 | 38,37 | 32.83 | 36,61 | 39,701 33,3
39,90 | 43,61 | 35,89 | 36,45 | 39,19 | 33,36 | 37,51 so | 34,16:
0.97 | 4401 * 3624 | 36900 | 3963 34,03 | 37.87 | 40,95 | 3457

1944

mb la

25,66 1 298,36 2,72
9,66 243 665
32,90 135,86 "9,69
34,34 | 37,46 30,97
35,18 | 38,31 — 31,80
2564 | 9289 | 22990

F

194

1947

19148

919

1950
| à

em |

M

HM

em |

|
HM

xr

HM | H

um |

24,52 2,2 | 2160 25,12 127,37 22,68 | 24,75 atue oca Becrod Raios O qo so 20,72 | 21,69 23,96 | 19,26
28,23 31,05 25,19 |28,84 31,31 26,16/27,93| 31,03 | 24,57 | 26,26 | 28,53 | 23.83 | 26,95 29,76 | 23,91 | 24,40 | 26.74 * 21,89
31,34 34,29 | 28,16 | 31,71 ' 34,35 28,85 | 30,53 | 33,91 27,16 / 29,04 31,41 | 26,50 | 30,02 | 32,78 | 27,03 | 26,84 Da 1 ast
32,95 | 35,86 | 29,81 | 33,37 36,07 | 30,45 | 31,92 | 35,35 | 28,49 | 30,56 | 32,77 | 28,20 | 31,68 | 34.51 | 28,62 | 38,33 | 30,93 | 25,53
33,84 | 36,70 | 30,76 st2s | 3691 31,38 | 32,66 | 36,03 29,30 | 31,38 33,64 | 28,76 | 32,59 | 35,45 | 29,49 | 29,08 31,70 | 26,6
34,23 | 37,10 | 31,14 | 34,61 * 37.55 | 3175 | 33,04 | 36,45 1 29,63 | 31.74 | 34,08 | 20.24 | 33,04 | 35,95 | 29,88 | 29.41 | 32,05 | 26,57
        <pb n="37" />
        Resumo comparativo

MAPA IX-A
Mortalidade exógena

H M— Continente
| Mortalidade
1 Total
Mortalidade 7 TX,
perinatal ! Observada
MH) (Mapas 111)
O IS

Mortalidade endógena

tnos

Método de Recta
oUurgeois- | Ajustada
-Pichat
(Mapas IV) (Mapas V)
(1) (1

Método de
Bourgeois- |
-Pichat
(Mapas IV)
(3)

Recta Estatísticas Nado
Ajustada | da Mortali- | Rectificada mortalidade !
(Mapas V) | dade (Mapa |*/, [(4) -(5)]
VII &amp;lt;A mês)
(4) (5) (6)

1940 . . -.
011...
fossas
Pa
od
ET RA
7 e...
48 .
49
1950 . -
Médias =] 10316 | 105828 | 1598 | 151 | 252 | 20,56

24,05 Í

43,32
18,03
17,95
1,13
16,65
12,89
14,53
76
o

61,68
55,95
63,14
64,70
61,36
59,12
58,54
63,42
60,18
56 5?
SR N2?

143,28
157,71
127,73
129,95
120,71
112,76
116,37
102,02
99,92
109,72
89.37

21,15
22,66
2019 |
20,38
19,57
21,71
19,23
18,31
192 90

45,11

60,22 | 11914

MAPA IX-B

Mortalidade exógena

H-— Continente

Mortalidade endógena

' Mortalidade
" Total =
Observada
(Mapas III)
(9)=(1)-+(3)

Anos

Método de Recta
Bourgeois- Ajustada
ae (Mapas V)
(Mapas IV) | 4275

Método de Reom Estatísticas Nado Mortalidade
Bourgeois- | ajustada , da Mortali- Rectificada | mortalidade perinatal
-Pichat | cifanas V) | dade (Mapa |'/, [(4)+(5)) +)
(Mapas 1V) 'VIL&amp;lt; mês)
(3) fx (5) As (8)

1940 «1...
Misco
tTaaseae.o
Vaca.
Sissis
a
Rr...
49..
950 . ..

127,47 |
17,77
un |
109,52
100,67
103,61
37,68
85,94
571º
75.09

127,11
115,52
114,88
107,58
100,08
105,61
87,13
FA oz
PE,75
76.61

23,19
17,76
20,71
18,16
19,78
19,95
23,74
19,37
8,11
N).04

21,68
17,19
20,69
17,83
19,31
7,
2,74
17,91
162
1891

32,73
29,42
30,63
28,36
27,22
27,37
27,66
24,98
26,10
23,06

27,21
23,30
25,66
23,09
23,26
22,24
25,20
21,49
21,16
91.09

!

47,30
53,81
51,21
51,73
17,81
19,82
50,44
19,60
47,93
40 N4

68,98
71,00
71,90
69,56
67,12
66,93
73,18
57,51
64,15
67.25

150,66
135,53
137,82
127,68
[20,45
23,56
10,42
105,31
15,97
95,13

Médias

10227 ' 10487 | 200

1889 | 978 | 9337

50,51

6R.96

122,25

MAPA IX-C

M — Continente

Mortalidade exósena

Mortalidade endógena

! Mortalidade
— Total
Mortalidade | "
perinatal! | Observada
(4) +(7) (Mupas III)
PEN . “1 Rs

Anos

Método de - Recta = Método de Recta
Bope Ajustada Petaaei" | Ajustada
ao ! -Pichat 1 V
(Mapas Iv) | (Mapas V) 1 rapas Tv) | (Mapas V)
(1) (2) (a ás

Estatísticas Nado !
da Mortali- | Rectificada | mortalidade
"dade (Mapa |'/s [(4)-+(5)]
Vo &amp;lt;1! mês)
(5) (6)

1940 . ....
Ao vaa o.
el
Macao
48 e...
49 2 x
950 «+. +...
Médias | o381 |

115,86
102,93
104,90
99,14
91,19
36,15
79,92
32,28
22,07
70920

132,29
119,46
121,60
113,07
105,58
09,68
94,99
95,24
02,95
83,18
9487 | 1399 | 1279 | 2255 | 176 | 3922 | 5142 4 10781

20,36
14,35
13,91
1,21
12,78
13,97
14,86
3,61
2,16
a7o

15,65
13,76
14,22
1,37
[12,91
12,22
4,24
2
9,71
IT AO

26,52
24,67
24,69
22,72
21,60
22,68
21,60
21,04
0,72
19 96

21,09
19,22
19,46
17,05
17,25
17,45
17,92
F,FR

38,65
41,73
41,69
10,29
36,92
37,48
37,25
38,73
37,10
2646

54,30
55,49
55,91
51,66
49,83
19,70
51,49
50,84
16,81
18.15
        <pb n="38" />
        Ajustamento de parabolas pelo método dos mínimos quadrados às
taxas de mortalidade total das idades inferiores a 1 ano
(Valores de x e de y do Mapa V-A)

MAPA X

Anos

ss. [3x | 3x2

HM

nº

= 19

1940 2.220!
[7º ETTA
1942 1a.
[8 uma es
1944 12
1915 0.0
1946 «ac.
1947 «100
1948 1.1.1...
1949 1100
1980 co

570,36
587,23
502,42
517,22
176,07
154,41
163,78
124,98
106,08
436,22
265 95

418,14
439,44
369,13
378.34
349,52
331,63
340,57
307,51
295,84
320,57
965,62

346,08
368,00
305,99
313,03
289,65
273,76
282.05
252,73
243,95
265,56
218.72

25,869 — 90,619
27,722 58,878
24,125 71,408
25,624 75,316
23,317 66,521
20,486 77,724
19,740 77,382
20,970 72,698
18,056 72,365
18,035 74,918
18.532 | 58.673

26,731
70,558
31,810
28,703
30,677
14,258
9,602
8,203
9,639
17,589
12.368

o”

probabilidade de morte com menos d+ *« mes

fr er e4pn

1,109"

A

Ag 0,853.23

676

A:

14,97
12,26
39,61
11,76
37,78
36,52
35,92
35,96
32,82
33,65
30.70

uv

59,87 |
55,98
52,16
54,64
19,56
18,64
18,40
17,05
43,83
45,62
20 07

82,73
80,25
72,07
14,78
68,29
66,71
67,35
53,24
60,01
63,72
E2 ON

0,0627320

RA

7 041.951

109.00
11,73
95,69
98,37
20,58
36,90
38,91
80,91
77,82
84,22
fo S7

130,61
39,92
15,37
18,06
109,38
103,13
106,50
94,92
91,96
100,88
29 55

143,22 | 0,2424
157,10 | 2678
127,33 — 1479
129,64 525
120,52 321
12,47 339
116,72 — 1618
10287 — 447
100,04 — 1354
110,54 — 1237
20 47 646

1/ A = 16.0308

1.199
341
541
751
211
1,000

rr? — 0,040
1i6
293
564
830
1.000

Ajustamento de parabolas pelo método dos mínimos quadrados às
taxas de mortalidade devida à causa 38
(Valores de x e de y do Mapa VIII)

MAPA XI

AM

Anos

!
Y

So Sal +

la

"= 1
&amp;lt;1l: &amp;lt; al &amp;lt;q)

&amp;lt;7 | &amp;lt;1o | &amp;lt;1n

nº

940 . 2... 1 290,03 1 143,61 * 111,48 1 23,195 * 36,931 1 20,186] 29,74 1 33,45 1 / 37,26 | 39,551 40,08"
[94] o 00 + + x x x &amp;lt; | x &amp;gt;&amp;lt; &amp;gt;&amp;lt; x x &amp;gt;&amp;lt;
[1942 - 1. ++ + 200,53 130,98 1OL,98 29,950 517 27,28 30,38 3368 35,86 36,61
1943... +. 206,21 134,70 [04,64 32,879 17,313 27,91 31,26 34,77 36,99 37,64
[914 . . - +. . 193538 226,50 98,31 33,440 — 18,091) 25,87 29,24 32,73 34,85 35,38
1945 . 2... 185,01 21,27 94,34 33,211 17,922] 24,50 27,85 1,32 33,44 33,99
1946 1... [187,91 22287 95,51 30,321 —15,866] 25.32 /— 22,42 31,67 33,74 34,37
[947 «+. + + +. 10883 117,73 31,33 26,305 13,722] 24,91 27,61 30,44 32,24 32,80
1948 +. + +. (71,96 17,45 87,42 27,190 11.051) 23,20 2660 2895 30,85 31,46
949 a ED 112,63 20,82 5.431 -1:/018 23,04 26,68 29,91 32,02 32,73
emo co... (8078 I1N4 24 210 12 9232 17 584! 91 799 24.20 7,70 1 nn 17

39,94 — 0,564
&amp;gt;&amp;lt; &amp;gt;&amp;lt;
36,70 399
37,62 633
35,29 448
33,90 947
34,37 7174
32,81 518
3149 448
32,80 617
no Ie”

", == probabilidade de morte devida à causa 38 com menos de %&amp;amp; meses A = 0.06238

V/A = 16,03078

Au= 0.297.940
(À ja = — 1,109.232
Ai = 0,853.834

Ay = — 1,109.232
Azgag= 41571.036

Aun = 085583

0,198
341
541
679 264 .-911

Aço = 3.041.951 1.000

x? = 0,040
116
293
564
830
1.000

ES

Aog = — 3,678.394
        <pb n="39" />
        I TAXAS DE MORTALIDADE TOTAL OBSERVADAS E RECTAS AJUSTADAS
(VALORES DO MAPA V-A-HM)

1941 O-D

 1920 O

TO

$ 1943 O
. 1942-O

1944 O
1948 Q

1945 D
1949-007

D1947-O0-df
 1948 Dj

Musso na

"mm
        <pb n="40" />
        1- PROBABILIDADES DE MORTE SEGUNDO AS CAUSAS COM MENOS DE n MESES - H.M
mm: Cousa 38 &amp;lt; Valores do mopa VII, — Dutros cousas (Valores dos mapas V-A e VIE)

26
O
o!
..
        <pb n="41" />
        E”

40

RESUMO COMPARATIVO
= FT AA IN ATOS 6
—— Mortalidade Total - Mapa IX-Colunat:
-—- Mortalidade Exógena - Mapa IX-Coluna(2
—-—-- Mortalidade Perinatal - MapalX-Colunat(81
---=-- Mortalidade Endogena- Mapa IX- Coluna 16)

DER:

OO

30

.“

20

1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 19490 19CO
        <pb n="42" />
        iI60

An

RESUMO COMPARATIVO
TI TA '
=—— Mortalidade Total - MapalX-Coluna(9,
——— Mortalidade Exdgena -MapalX-Colunal2h
—--"- Mortalidade Perinatal - MapalX-Coluna(8!"
—--— Mortalidade Endogena - Mapa IX-Colunat(6)

120

iDOo

1)

an

10

1

o . ' E , 1 ' ' , !
940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 195C
        <pb n="43" />
        Fr

40

RESUMO COMPARATIVO
TIA IA mo í
—— Mortalidade Total - Mapa IX -Coltunal.
—— — Mortalidade Exógena - Mapa lX-Coluna(2)
-=-—-- Mortalidade Perinatal - Mapa IX-ColunatB)
.-= Mortalidade Endooena -Mana IX-Colunal6)

20

non

|

n

1

1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 -1947 1948 1949 1950
        <pb n="44" />
        BIBLIOGRAFIA

PICHAT — (Jean Bourgeois):
De la Mesure de la Mortalitéá Infantile — Population — N.º 1 — Janeiro — Março — 1946.
La Mesure de la Mortalité Infantile — Population — N.º 2 e 3 — Abril — Junho — Setembro
— 1951
Analise de la Mortalité Infantile— Revue de LInstitut International de Sratistique —
Vol. 15/N.** 1/2— 1950.
Institut National de la Statistique et des Étude Demographiques — Notes Méthodologiques
 — Supplement — Abril — Junho — 10951.

United Nations Economic and Social Councilrhne

 Refinement of Infant Mortality Rates — E/C. N. 9/74 — Março — 1951.
lhe Measurement of Infant Mortality Rates — E/C, N. o/L-15 — Abril — 1951.
        <pb n="45" />
        IV — TÁBUAS DE MORTALIDADE, SUA INTERPRE-TACÃO
 E SUAS LIMITAÇÕES

O instrumento de análise demográfica que mais atenção tem merecido é, sem
dúvida, a Tábua de Mortalidade e é também aquela cujo uso está mais espalhado
devido sobretudo ao desenvolvimento dos seguros sobre a vida humana.
Esta atenção tem feito desenvolver os métodos de cálculo e os de tratamento dos
dados de observação no sentido de se obter uma medida das probabilidades anuais de
morte por idades em vez de taxas de mortalidade. Entende-se por taxas o valor do
cociente entre o número de mortes observadas num grupo e o total desse grupo num
dado intervalo de tempo. Trata-se, como se vê, de uma definição concreta e o seu valor
só não será determinado com rigor devido às dificuldades de contagem dos efectivos dos
grupos que se comparam. Por probabilidade anual de morte entende-se um parâmetro
duma população de que se observa uma parte (amostra) medindo-se nesta amostra uma
taxa de mortalidade e procurando dela inferir qual o valor mais provável do parâmetro
da população. Há agora motivo vara atender a êrros de amostragem o que não sucede
no caso das taxas. .
Estas probabilidades de morte anuais formam o núcleo da Tábua de Mortalidade
e o seu cálculo põe ao demógrafo o duplo problema de tratamento dos dados para
obtensão de taxas e de inferência a partir destas da provável grandeza das probabilidades
 de morte.
Notemos desde já que se trata dum fenómeno de massa e que as probabilidades
que se determinam se referem ao grupo e não ao indivíduo e que tomaremos como
probabilidade o limite estocástico da frequência de ocorrência do acontecimento, ficando
assim a determinação sua sua estimativa dependente de se dipor dum número suficientemente
 grande de observações.
Define-se probabilidade anual de morte à idade x para um dado agregado como
sendo a probabilidade que um indivíduo desse agregado tem de morrer antes de atingir
a idade x-+ 7, É esta a definição corrente e, embora se refira ao indivíduo, é inseparável
 do agregado. Deve apenas interpretar-se no sentido de que num sub agregado de
efectivo N de composicão identica à do agregado total devemos esperar N. q. mortes
se for q, a probabilidade de morte nesse agregado.
Ao falarmos em composição idêntica temos em mente que o agregado observado
não é homogéneo no que respeita à característica em causa, isto é, que seria possível
        <pb n="46" />
        subdividi-lo em sub-agregados homogéneos, possibilidade esta apenas teórica. Concretizando,
 ao dizermos que a probabilidade de morte com a idade x na População de
Lisboa é q, incluimos nesta população ou agregado indivíduos doentes e indivíduos sãos
e É evidente que para aqueles a probabilidade de morte é maior. Não podemos aplicar
qx a qualquer agregado desta população por exemplo aos internados nos hospitais.
Apenas o poderemos fazer para sub-agregados tais que seja lícito supor que a percentagem
 de doentes e sãos é a mesma que no agregado.
Mais correctamente poderiamos definir a probabilidade de morte como sendo a
probabilidade de que escolhendo ao acaso um indivíduo de idade x do agregado, ele
seja um dos que morrém antes de atingir a idade x 7.
Na construção da Tábua da Mortalidade é costume tratar separadamente os dois
sexos dando-se assim um passo no sentido de eliminação de diferentes comportamentos
dos elementos do grupo. Outros ficam ainda e não menos importantes como o estado
de saúde já referido, o nível económico, a profissão e o habitat, a que se não pode
atender já por falta de observações já porque com estas subdivisões se rarefariam os
grupos a ponto de diminuir muito a confiança nos resultados.
Estas considerações foram feitas no sentido de mostrar que embora a idade seja
o atributo a que se refere q, não é ele o único e por vezes não será mesmo o mais
importante, de modo que as relações entre as probabilidades de morte referentes às
idades x e x+ 7 não ficam bem definidas: o que é verdade para o indivíduo são, por
exemplo

Fx +x1” d+

pode não sê-lo para o agregado, tanto mais que nas Tábuas da Mortalidade figuram
valores de q, referentes aos indivíduos que nessa data tem a idade x e não refentes ao
mesmo grupo nas épocas em que vai passando por sucessivos valores de x. Por outras
palavras, as Tábuas de Mortalidade são a transcrição da situação actual de várias gerações
 e não das situações por que vai passando uma geração com o decorrer do tempo.
É claro que em qualquer hipótese os valores de q, que nela figuram são probabilidades
de morte tais como foram definidas mas a sua utilização é diferente. Assim, se por
qualquer razão tiver havido uma geração normal seguida duma defeituosa, a relação
entre os valores de qx € qx—1 que lhe correspondem numa Tábua de Mortalidade
construída à custa das observações do ano dará valores tais que

Ar &amp;lt;X&amp;lt;Gx—|

ao passo que as Tábuas referentes às duas gerações separadamente darão (a partir de
certa idade)

Tx &amp;gt; Io]

Daqui resulta que nas Tábuas usuais a sucessão de valores /., não deve ser
tomada como uma lei de sobrevivência da população a que se refere mas apenas como
uma lei dei sobrevivência hipotética sem sentido real e, portanto, sem aplicabilidade
prática. Fica-lhe apenas o valor de comparação entre épocas ou entre regiões geográficas.
E certo que a evolução da mortalidade se não faz bruscamente, isto é, que de um
ano ao outro os valores determinados para q, não deverão variar muito por efeito de
progressos técnicos. Mas não são apenas estes que determinam essas variações: a com-
        <pb n="47" />
        5

posição do grupo é igualmente um factor que pode conjugar-se ou opor-se àqueles
influindo nos resultados. Uma atitude cautelosa leva ao cálculo de Tábuas de Mortalidade
 de dez em dez anos; ela já de si condena o uso das leis de sobrevivência para
períodos maiores.
Se dispusermos de Tábuas de Mortalidade calculadas anualmente para as épocas
1, f+1,t+ 2, ......, para passarmos para uma Tábua de Mortalidade referente a
uma dada geração deveremos ler q. da Tábua referente à época ft + x, g.—1 da refe
rente à época t£ +(X — £), ete, qo da à época f.
Numa Tábua de Mortalidade calculada na época £, cada q, caracteriza a situação
actual da geração nascida no ano 1 — x e não a idade x. De certo modo há coincidência
entre idade e tempo decorrido desde o nascimento mas há também influência da maneira
como decorreram esses x anos,
Dispomos de Tábuas de Mortalidade calculadas para a população portuguesa
nos anos (centrais) de 1920, 1930 e 1940. Pareceu-nos interessante investigar da poss!-bilidade
 de construir com base nelas e de acordo com o que se diz no parágrafo anterior,
 Tábuas de Mortalidade por gerações. Para tal construimos as curvas dos q, referentes
 a cada uma das Tábuas existentes e nelas escolhemos os valores de q, referente
às idades x em 1940, x— so em 1930 é X— 20 em 1920. Por estes três pontos deverá
passar a curva do gq referente á geração nascida em 1940 — x. O tracado destas curvas
obdeceu às sesuintes condições:

1,º — Por se tratar duma geração as curvas não devem apresentar saltos bruscos.
2.º — As probabilidades referentes à idade x— 1 no ano t— rs. ou x-- 7 no ano
t+71 não devem afastar-se muito dos determinados para essas idades no
ano t£. O valor de q, afastar-se-á pouco a pouco da curva do ano f e ir-se-á
aproximando da do ano f-— ro ou t+ 10 até que para x— 10 ou X-- 10
“«oincidirá com o valor da curva referente ao ano ft — 70 ou t+ 1710.

Estas condições são insuficientes para o traçado rigoroso das curvas; tentámo-lo
mesmo assim obtendo as curvas representadas a vermelho no gráfico I. Limitámo-nos
a certa região devido a dificuldades gráficas e fizemos a leitura das que se referem às
gerações de 1895 a 1906 (Mapa D).
A título experimental extrapolamos a curva refente à geração de 1900 até aos 5
anos e completamos as idades o a 4 admitindo que a sua relação com os valores de
7x para essas idades na Tábua de Mortalidade 1939-1942 era a mesma que se observava
entre os valores de qs. (Mapa II).
Com base nos valores de q. assim obtidos construimos leis de sobrevivência com
uma matriz aos 35 anos igual ao valor de /;; da Tábua de 1939-42. Estas leis figuram
no Mava II e estão representadas no Gráfico IL.
        <pb n="48" />
        1

MAPA |

Probabilidades de morte das gerações nascidas nos anos indicados
(Passando pelas idades indicadas no período de 1920 a 1940)

Sexo masculino

.Ue

54
W io rcorira:s
Maoasaavras
[TA
Biroiceesses:s
20 ao
/ AA
2.

14.

23.

Tm

PAN

26
27
1º

"o

o

"

.

.

26

7

o

1º

10.

11.

1º

Boca ça os
dec

[895

[896

1897

189R

0,00934
961 |
971!
948
883
808
750
732
735
749
0,00764
778
793
807
EE
829
837
840
28F

2,00969
0,00985' — 981
100986' 983] 97
972! 958] 36
9a | : 880
08 366 81
tE6 819 | 765
327. 782º 7500
nm 7Rl 1757)
789 78 770
295 791 | 0,00785 !
810 /0,00805 | — 799!
0,00824 | 85! 3
838 831) 6825
349 —— 843 737
358 83 87
367 862 859
380 — 87 83
02 0899 397 8
235 = 929, 92310,00023'
3 970 | 0,00964
1012 9,01007
01054

1899

1900

0,00807
0,00879 858
920 888
940| 895
935" 69
887! 00.
805 | 733 |
743 | 702!
714 699 |
74º og!
727 0,00722!
0,00742]! — 738
760! 752
174! 63
785' 769
794 772
802 77%
810' 783
320 — 795
336 818
O NNRA45

856
0N.00884

1901

1902 | 19073

1904

0,00195 |
200551 — 534
200635! —sool seo |
0,00722 687 — 69 595
TB 718 61 60
803' 72% 67 6
gm 72 650 631
7899! 705º 652' 6
77! 68! 655' 69
713 677 660 | 657
61º 674 667 | 0,00664 *
686! —679/0,00675]| s7|
692/0,00688| 683! 675
0,00703 | 696 687' 675
717 703 689 760
72%6' 707! 688 66
7133 mnol 665 660
740] 72 684 ã.
715 74! 68 679
749 71 702 60!
755 731  721/0,00715)
76 751i0.00744
785 0,00775
n.00810 |

1905

1906

0,00385

0,00408' — 402
4531 434
14931 am
524 | 507
551 539
576] 65
398! 589
616' 6)
631 6%
645 0.00642
200653 — 649
661 652
663 — 650
660 su
665 — 635
647' so
613! —6og
65 6
656 — 649
671 ' 0,00665
N.006RO
        <pb n="49" />
        17

MAPAT

Probabilidades de morte das gerações nascidas nos anos indicados
(Passando pelas idades indicadas no período de 1920 a 1940)

Sexo feminino

14.
15

16...
7

8
19

20.
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22.
3.
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23.
26...
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28...
2..
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33

24

35
36 -
37
38
39
40
41 -

47

43.
4a.

4r

«dade

[895

[896

Ra7

1898

2909

900

1901

1909

1903

2,00533
0,00584) — 568
2,00631| 615/ 592
0,00669, 656| 637] 607
0,00700 | 693 673 645 609 |
0,0072231 715' 703 | 674 637 | 597
200738, 732] 720 | 691) 652! 67, 58
0,00747 | 744 | 736 713 662, 625: 597 572
0,0072541 750! 743) 726! 683 | 6301 599. 577] 56
752] 79 7X | 697 so o rol 5631 555
7471 733 700, 659 603, 579| s64| 557 | 0,00553
732! 702 662 68 579 | 566 — s6o0lo,00556! 555
nos | 663 — 625 : 571! 564 0,00561 532
666' 631! s00, 581)  571/0,00568 = 559 550
639: 609! 591 582 | s73| 568! —ssg 545
598, 599! 592,0,00586 582 578, 568! 554 537
600! 600 /0,00595, 591 | 587º 580/5565 547] 529
640 * 0,00604 600 | 595 589 577] 585 x) 523
0,00614 | 609 | 604! sog' 58 568 545 532 52%
618' 64 606 | so8l se 558 537 530 52
622! 66 605 595! 576! 552 5388 533/0,005298
624 615 504 592 so 56 545 | 9.00540
65 64 502 58 514 559/0,00554)
64 6 509 — 586 575!0,00568
63 69 598  590/0,00582
622 —6o'  6o2/0,00598| |
623 — 615 0,00609 |
631 9,00624
00643

1904

1905

| 1006

0,00391
0,00430| — 419
100479] 461) 442
510 | 485! — 463
5351! sos! 482
552) s2jl 500
563] 535 56
568) 5440 530
568) 550 5a
565! 552 547
560! — 551: 0,00548
554 0,00550' — 546
0,00551 | 549 — 543
549! 545!) 538
547 | 541 530
544 5360 521
539º 528 512
531. 520 | so2
5233 51] am
515 505! 490
51 502 | 0.00494
511 | n.00505)
7.00516 |
        <pb n="50" />
        IO

MAPA II

Leis de sobrevivência das gerações nascidas nos anos indicados
(Passando pelas idades indicadas no período de 1920 a 1940)

Matriz: 1! = 68.921 (1,, da Tábua de Mortalidade 1939-42)

Sexo masculino

idade

1895

1896

1897

1898

| 1899 | 1000

1901

1902

| 1903

19604

1905

1906

77.901
77.601
77.289
76,954
76.591
76.203
75.792
75.364
74.920
74.462
73.994
73.519
73.042
72.566
72.094
71.630 '
71.175
70.727
70.283
69.835
69.382
68.92]

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77.783
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77.115
76.735
76.332
75.912
75.475
75.024
74.562
74.092
73.614
73.133
72.650
72.168
71.692
71.222
70.761
70.306
69.845
69.387
68.921
68.445

77.609
77.181
76.718
76.235
75.746
75.256
74.767
74.280
73.793
73.306
72.817
72.325
71.831
71.338
70.846
70.359
69.877
69,399
68.921
6? 437
67.944
67.438

7.755
77.370
76.957
76.519
76.064
75,600
75.131
74.657
714.178
73.697
73.213
12727
72.239
1751
71.267
70.790
70.321
69.857
69.392
68.821
68.442
67.953

77.617
77.124
76,594
76.044
75.492
74.918
74.420
73.907
73.407
72.912
72.417
71.919
71.418
70.916
70.415
69.915
69.427
68.92!
68.424
67.924
67.414
66.892

77.578
77.018
76.423
75.809
75.194
74.601
74.041
73.516
73.008
72.507
72.005
71.499
70,987
70.472
— 69,956
69.438
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67.889
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73.630
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71.560 |
71.043
70.519
69.989
69.455
68.921
68.389
67.858
67.327
66.792
66.246
65.686

17.29
| 76.542
75.839
75.125
74.423
73.763
73.169
72.625
72.106
71.591
71.071
70.544
70.008
69.466
68.921
68.374
67.826
67.277
66.725
66.167
65.601
65.021

76.819
76.102
75.371
74.639
73.931
73.278
72.686
72.141
71.613
71.087
70.555
70.016
69.472
68.92]
68.365
67.806
67.244
66.681
66.115
65.542
64.959
64.359

76.357
75.617
74.875
74.146
73.432
72.786
72.196
71.644
71.107
70.569
70.026
69,476
68.921
58.361
57.797
97.230
66.661
66.088
65.511
64.923
64.324
63.704

75.787
75.041
74.303
73.591
72.916
72.285
71.693
71.132
70.583
70.034
69.480
68.921
68.358
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67.219
66.646
66.072
65.493
64.904
64.301
63.677
63.036

75.212
74.470
73.746
73.050
72.387
71.761
71.167
70.599
70.042
69.481
68.921
68.353 '
67.780
67.205
66.628
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65.469
64.878
64.271
63.646
63.002
62.338

31.
332...

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        — 49 —

MAPA IJ

Leis de sobrevivência das gerações nascidas nos anos indicados
(Passando pelas idades indicadas no período de 1920 a 1940)

Matriz: 1,=71213 (1,, da Tábua de Mortalidade 1939-42)

[dade

1895

1896

' 1897 | 1898 | 1899 | 1900 | 1901

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77.911
77.400
76.879
76.361
75.863
75.389
74.938
74.504
74.084
73.669
73.256
72.843
72.429
72.018
71.611
71.218
70.825
70.445
70.006
69.684
69.292

17.128
77.811 | 77.605
77.266 77.067
76.713 76.525
76.161 75.996
75.618 75.493
75.102 75.017
74.621 74.565
TI7L 74133
13741 73713
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69.578 69.637
69.180 | 69.248
68.783 | 68.855
68.383

77.488
76.928
76.368
75.803
75.253
74.728
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71.213
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70.364
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69.531
69.123
68.718
68.313
67.904

77.099
76.530
75.961
75.397
74.849
74.325
73.833
73.372
72.932
72.501
72.072
71.643
71.213
70.783
70.355
$9.928
69.505
69.087
68.673
68.262
67.851
67,438

21.

76.691
76.118
75.547
74.983
74.433
73.910
73.420
72.957
72.513
72.079
71.646
71.218
70.799
70.344
69.911
69.48]
69.054
68.632
58.214
57.798
67.381
56.961

2 -
26
77

76.271
75.696
75.127
74.566
74,020
73.498
73.006
72.539
72.105
71.672
11.213
70.777
70.339
$9.901
69.465
69.031
5R 600
68.173
67.749
67.327
66.902
66.472

28...
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30 .

31.

32

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78.189
77.708
77.213
76.715
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ES NS

78.900
78.522
78.121
77.703
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Sexo feminino

1905 |

1906

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71,213

79.137
78.797
78.434
72.975
77.581
TINA
76.764
| 76.346
| 75.926
75.507
75.091
74.678
74.268
73.863
73.463
73.069
72.683
72.305
71.935
71.572
71.213
70.853
        <pb n="52" />
        70

MAPA III

Leis de sobrevivência da geração nascida em 1900

Sexo Masculino

sexo Feminino

IDADE

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2,00577
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466
446
446
0.,00450
479
319
600
667
0,00807
858
388
895
369
0,00800
733
702
699
708
200722
738
752
763
769
2,00772
776
783
795
818
900845

Matriz:
1, = 68.921

143.523
104.215
93.116
88.987
86.828
85.534
84.464
93.569
82.809
82.157
81.607
81.136
80.722
30.356
79.998
79.642
79.284
78.904
78.495
78.024
77.514
76.888
76.228
75.551
74.875
74.224
73.630
73.090
72.577
72.070
71.560
71.043
70.519
69,989
59.455
68.921
68.389
67.858
67.327
| 66.792
66,246

| Matriz:
1, = 100.000

100.000 0,26137
72.612 10822
64.879 4566
62.002 2429
50.497 1509
59.596 0,01024
38.850 914
58.227 801!
57.697 703
57.243 618
56.860 0,00548
56.532 191
56.243 449
55.988 136
55.739 449
35.491 9,00480
55.241 519
34.976 560
54.691 600
34.363 638
54.008 1,00£69
33.572 693
33.112 703
32.640 691
52,169 662
51.716 1,00630
51.302 602
50.925 579
30.568 566
50.215 564
19.859 1.00568
19.499 573
19.134 578
18.765 580
18.393 577
18.021 0,00568
17.650 558
17.280 552
16.910 553
46.537 559
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87.023
85.710
84.832
84.057
33.384
82.798
82.286
31.835
31.433
31.067
30.714
30.352
79.966
79.551
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18.630
78.128
77.605
17.067
16.525
75.996
75.493
75.017
74.565
74.133
713.713
73.297
72.881
12.463
72.044
71.626
71.213
70.808
70.413
70.024
69.637
69,248

Matriz:
/, = 100.000

100.000
73.863
65.870
62.862
61.335
60.409
59.790
59,243
58.768
58.355
57.994
57.676
37.393
57.135
56,886
36.631
56.359
36,066
55.752
55.417
35.063
34.695
54.316
13.934
53,561
53.206
52.871
52.553
52.249
531.953
51.660
31.367
51.073
30.778
30.483
50.192
19.907
49.629
19.355
19.082
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        Gráfico | — PROBABILIDADES DE MORTE — Sexo Masculino

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das Tabuas de Mortalidade de 1920,1930 e 1940 (anos centrais)
por Gerações

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        Grafico | - PROBABILIDADES DE MORTE - Sexo Feminino

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—— das Tabuas de Mortalidade de 1920,1930 e 1940 (anos centrais)
por Gerações

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        Gráfico Il - LEIS DE SOBREVIVÊNCIA DOS 25 AOS 35 ANOS POR GERAÇÕES
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Gráfico Il - LEIS DE SOBREVIVÊNCIA DOS 25 AOS 35 ANOS POR GERAÇÕES
Sexo Feminino (l;5 da Tábua de Mortalidade 1939-42)

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        ÍNDICE

[ — Indicadores Demográficos -«...
Il — Índices de Preferência ..
III — Mortalidade Infantil Endógena e Exógena - +...
[V — Tábuas de Mortalidade. Sua Interpretação e suas Limitações .

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TÁBUAS DE MORTALIDADE, SUA INTERPRE-TACÃO
 E SUAS LIMITAÇÕES

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O instrumento de análise demográfica que mais atenção tem merecido é, sem
da, a Tábua de Mortalidade e é também aquela cujo uso está mais espalhado
| j&amp;amp;o sobretudo ao desenvolvimento dos seguros sobre a vida humana.
Cá Esta atenção tem feito desenvolver os métodos de cálculo e os de tratamento dos
ps de observação no sentido de se obter uma medida das probabilidades anuais de
'te por idades em vez de taxas de mortalidade. Entende-se por taxas o valor do
ente entre o número de mortes observadas num grupo e o total desse grupo num
O intervalo de tempo. Trata-se, como se vê, de uma definição concreta e o seu valor
21ão será determinado com rigor devido às dificuldades de contagem dos efectivos dos
Pos que se comparam. Por probabilidade anual de morte entende-se um parâmetro
ha população de que se observa uma parte (amostra) medindo-se nesta amostra uma
1 de mortalidade e procurando dela inferir qual o valor mais provável do parâmetro
população. Há agora motivo para atender a êrros de amostragem o que não sucede
vaso das taxas. :
Estas probabilidades de morte anuais formam o núcleo da Tábua de Mortalidade
seu cálculo põe ao demógrafo o duplo problema de tratamento dos dados para
ensão de taxas e de inferência a partir destas da provável grandeza das probabililes
 de morte.
— —Notemos desde já que se trata dum fenómeno de massa e que as probabilidades
' se determinam se referem ao grupo e não ao indivíduo e que tomaremos como
'babilidade o limite estocástico da frequência de ocorrência do acontecimento, ficando
im à determinação sua sua estimativa dependente de se divor dum número suficien-1ente
 grande de observações.
Define-se probabilidade anual de morte à idade x para um dado agregado como
do a probabilidade que um individuo desse agregado tem de morrer antes de atingir
dade x+ rs, É esta a definição corrente e, embora se refira ao indivíduo, é inseparádo
 agregado. Deve apenas interpretar-se no sentido de que num sub agregado de
ctivo N de composicão identica à do agregado total devemos esperar N. q. mortes
for qr a probabilidade de morte nesse agregado.
. — Ao falarmos em composição idêntica temos em mente que o agregado observado
16 é homogéneo no que respeita à característica em causa, isto é, que seria possível
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